Se7e minutos no paraíso – Rafaella Vieira

Raquel só se veste de preto e seu único amigo é Diego. Não que ela se importe muito com as outras pessoas, ela só quer saber do seu melhor amigo. E de mudar seu status de virgem, já que até seu cabelo nunca viu uma tinta. Sem nunca ter beijado na boca e com o hímen intacto, aos 16 anos Raquel não aguenta mais sua confusão hormonal – e muito menos a forma como seu coração para quando ela vê Diego, que é nerd, bonitinho e faz ótimas referências.
Ela não quer mais subir pelas paredes – não literalmente, mas você entendeu – e muito menos cultivar seu status de virgem. E, de quebra, conseguir ficar com Diego, que deixou de ser só amigo para virar seu sonho de consumo, o amor da sua vida e o cara por quem ela está caidinha. Continue lendo
No limite da atração – Katie McGarry

No limite da atração foi um livro que me surpreendeu muito – e positivamente. Não sei se foi por ter começado sem nenhuma expectativa ou esperar algo completamente diferente, mas Katie McGarry me ganhou com sua história. Ou melhor, com a história de amor entre Noah e Echo, dois jovens problemáticos que juntos encontram novamente a melhor parte de cada um, escondida por trás das cicatrizes que a vida os deu em tão pouco tempo.
Lançado pela Editora Verus, o livro foi muito comparado à Belo Desastre – também lançado pela Verus. Se você me perguntar, não sei exatamente por qual motivo resolvi ler No limite da atração, talvez para saber se o livro era realmente parecido com aquele que o comparavam (livro que não gostei, aliás). Mas, tirando “personagens problemáticos”, os dois livros são diferentes e seguem rumos opostos. Continue lendo
A probabilidade estatística do amor à primeira vista – Jennifer E. Smith
Um atraso de quatro minutos faz Hadley perder o avião para Londres. Ela está indo para o velho continente pela primeira vez, mas não é para uma viagem de férias. Sua viagem tem um motivo especial – ou não tão especial assim, depende do ponto de vista. Seu pai irá se casar pela segunda vez, mas tudo que ela queria era que esse casamento não acontecesse ou, no mínimo, ela não fosse obrigada a atravessar o oceano para ver seu pai ser feliz ao lado de outra mulher que não é sua mãe.
O que ela não precisava era ter que esperar horas até o próximo voo para a capital inglesa – o que a fará chegar muito atrasada no casamento e provavelmente ouvir um sermão de seu pai. Mas há males que vem para o bem e seu vizinho de poltrona é um universitário lindo e com sotaque inglês. Oliver lhe faz companhia durante a viagem e talvez faça Hadley acreditar em amor – especialmente à primeira vista. Continue lendo
A Elite – Kiera Cass
Essa resenha contém spoilers de A SELEÇÃO. A ELITE será lançado no Brasil 23 de abril.
Eu quero gritar! Kiera Cass, não acredito que você fez isso comigo. Cadê o próximo livro? CADÊ? CADÊ? Primeiro, vamos respirar e recapitular. Mas depois desse livro fica difícil, viu? Especialmente depois do final. Ai meu coração!
Eu estava muito ansiosa para ler A Elite. O livro ainda não saiu nem no Brasil nem nos Estados Unidos! O lançamento é dia 23 de abril, mas a Editora Seguinte cedeu uma prova para leitura. A Elite é sequência de A Seleção, então se você não leu o primeiro livro, evite essa resenha, pois ela contém spoilers – é impossível falar de uma sequência sem soltar unzinho sequer! Leia a resenha do primeiro livro. Continue lendo
#TeoremaJohnGreen: citações
Se você é fã do John Green, sabe que todos os livros dele contém frases tão boas que você começa a duplicá-las no status do facebook, escrever no caderno, colocar no tumblr e até mesmo tatuar. As citações do John estão por toda a internet, inspirando adolescentes e jovens por aí.
Foi por causa de uma citação do John Green - If people were rain, I was drizzle and she was a hurricane - que encontrei no tumblr que conheci o trabalho do autor, lá em 2010. Eu via citações aos livros dele por toda a internet e foi assim que li Quem é você, Alasca?.
Uma frase de O teorema Katherine - Qual o sentido de estar vivo se você nem ao menos tenta fazer algo extraordinário? - foi twittada mais de 10 mil vezes na internet. Na época, John ficou muito intrigado com isso (assista ao vídeo), afinal a frase está “fora de contexto”, pois é o que Colin pensa no início do livro – e depois esse pensamento se desenvolve.
A internet nos dá a capacidade de compartilhar várias citações de coisas que nós amamos, mas às vezes, tiradas do contexto, elas tem um efeito completamente diferente e são duplicadas por motivos opostos. Por isso, antes de compartilhar uma citação de algum livro, é sempre bom lê-lo – para saber em qual contexto ele se encaixa. O vídeo do John sobre isso é bem legal, assistam.
Mas, apesar de tudo, é impossível ler um livro do John sem marcar mil frases diferentes! Eu fiz isso durante minha leitura. Deixei minhas citações favoritas “depois do pulo”. Continue lendo
Sob prescrição médica
O que cura dor de amor não é um outro amor ou quantos dias faz desde o último beijo. Tempo e novos amores não são remédios, não vendem em farmácia, não contêm bula com indicações. Não dá para pedir receita médica. Vinte gotas de lágrimas por cinco meses e fim, está pronta para outra. Desintoxicada. Seu coração já está de alta. Quem dera!
Tem amores que duram anos, mesmo depois do fim.
Amor só deveria ser vendido sob prescrição médica, com receita azul. Amor de verdade é tarja preta, seu uso indiscriminado tem muitos efeitos colaterais. Overdose mata. Ele só é bom com moderação, mas causa dependência. Só que ninguém conta essa parte e muito menos a outra, mais importante.
De vez em quando, o amor vai embora sem aviso prévio. Seus comprimidos acabam, seu médico está de férias e você tem que se virar na crise de abstinência. Ninguém disse que era tão difícil viver sem, mas você vive. Ou tenta. Não sabe exatamente o que é viver, a definição se perdeu em meio a qualquer uma daquelas alucinações bobinhas – efeito colateral de se estar amando.
E então alguém diz que nada cura um amor tão bem quanto um outro amor. Você não quer outro amor tarja preta. Fica procurando correspondentes, romances fitoterápicos, como aqueles remédios de dormir que sua mãe toma e nem fazem cócegas. Mas o que você espera não encontra em nenhum deles, por não saber exatamente o que está procurando. Talvez aquele frio na barriga, o coração acelerado, um cheiro diferente. Você está atrás do seu amor tarja preta, mas quer curar sua dependência com meia dúzia de passiflorine.
Isso não vai embora de uma hora para a outra. Mas talvez a sensação desapareça quando, ao invés de procurar seu antigo amor em novos lugares, procure novos amores em lugares antigos. Não porque aquela pessoa pode curar suas feridas, apagar sua memória e fazer uma nova. Não por tentar reencontrar em outro alguém características de quem já ficou para trás, mas sim por ser aquela pessoa que você precisa – sem resquício de nenhuma outra.
The Bell Jar – Sylvia Plath
Durante minha vida de leitora, me deparei com diversas histórias que falaram comigo de algum jeito. Histórias que me fizeram mudar minha forma de ver o mundo, histórias com as quais me identifiquei, histórias que me mostraram caminhos que eu gostaria de seguir e outras que me mostraram destinos que eu nunca escolheria. Acho que, com o passar dos anos, eu me tornei uma colcha de retalhos. Cada página, cada citação, cada livro era não apenas uma história, mas uma parte do que eu era. Meus livros se costuraram à mim e, ao fechar tantas páginas, eu deixei para trás um antigo pedaço de mim mesma e acrescentei outro. Hoje carrego ensinamentos e frases, reflexões e coisas que os livros me mostraram. Eu costumo dizer que os livros me salvaram – e nunca é figurativamente. Foram nas palavras onde sempre encontrei coisas que não cabiam no coração – seja lendo ou escrevendo.
Peço perdão por essa resenha. Ela vai ficar extremamente pessoal e gigante, mas às vezes nós encontramos livros que não são apenas palavras. Eles são um conjunto de sentimentos e experiências que se misturam com você, mesmo que não seja realmente parecido com você. Um bom escritor é aquele que, com suas palavras, coloca você na pele do personagem e o faz experimentar sentimentos. A arte incomoda. Às vezes ela tira você da zona de conforto e te faz encarar seus próprios medos, erros e acertos. E, embora não seja fácil encontrar um livro desses todos os dias, quando os encontramos é um achado único. Mas não dá para recebê-los fora de hora ou despreparados. Continue lendo






