Lit. Americana

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Eu li: Um caso perdido (Hopeless) – Colleen Hoover


Sky foi educada em casa, mas sua reputação já pairava no ar antes mesmo de decidir frequentar a escola no último ano. Com a melhor amiga a um oceano de distância e sem acesso a muita tecnologia além de um telefone celular cuja maior utilidade é enviar mensagens de texto, ela tenta sobreviver aos primeiros dias de escola. É nesse cenário que conhece Dean Holder, um garoto que traz a Sky sentimentos conflitantes – mas o único que a faz sentir algo. Sonhos de um passado que parecia esquecido começam a surgir com a presença de Holder e o destino de Sky após isso parece um caso perdido.

Li Um caso perdido em inglês, o livro escolhido para inaugurar meu novo Kindle PaperWhite (a evolução do meu amor pelo Kindle ) e para a volta do blog. Como eu sofro de masoquismo literário, senti vontade de ler por ouvir muita gente dizer que o livro era triste, daqueles que nos fazem sofrer. É disso que eu gosto! Já tinha começado a ler Métrica, da mesma autora, mas após tentar duas vezes, não consegui avançar na leitura e deixei pra lá – não consegui muito me apegar à história nem aos personagens. Na verdade, quase abandonei esse também: até 50% do livro, eu conseguia imaginar o que estava para acontecer, mas sentia que a história não andava. Ainda bem que persisti, pois tudo muda a partir da segunda metade da história.

I need to believe that what she did was the only answer she had left, because if I don’t, then I’ll never forgive myself for not helping her find a different one.
(Eu preciso acreditar que o que ela fez era a única resposta que restava, porque se eu não acreditar, então eu nunca vou me perdoar por não ajuda-la a encontrar uma diferente.)

Eu gosto muito da temática escolhida pela autora para Um caso perdido. Na verdade, acho que é impossível não sentir o estômago embrulhar com o principal conflito do livro, então acho que isso foi o que me conquistou. Além disso, o relacionamento entre Dean e Sky é saudável. É uma gracinha a maneira como Holder cuida de Sky e a respeita, algo que sinto em falta em alguns livros do gênero. Geralmente vejo relacionamentos que causam mais mal que bem, gosto quando é uma história que mostra um casal que cresce com o relacionamento, entendendo os limites um do outro e apoiando quando necessário.

Meu coração ficou muito apertado e tive que me segurar para não chorar publicamente enquanto lia – eu sei, sou uma manteiga derretida! É uma história feita na medida para sofrer.

Acho que é por isso que tenho algumas considerações a respeito: eu achei a primeira metade do livro muito lenta e no início eu tive a impressão que o relacionamento se desenvolveu muito rápido, mas para essa parte a autora consegue uma explicação bastante satisfatória. Apesar de achar um excelente tema para ser colocado em debate – e gostei da construção do assunto, que não posso falar qual foi, já que é spoiler -, eu senti que alguns pontos do problema foram exagerados. Sem dar spoilers: o que acontece com a personagem é perfeitamente possível, mas a construção dela e do Dean me incomodou um pouco, em alguns momentos senti muita dificuldade em me sentir próxima dos personagens. Eu não os sentia reais de verdade. Essas são as duas coisas que mais me incomodaram: como demorei a “mergulhar” na história e como me senti distante dos protagonistas. Continue reading

Eleanor & Park – Rainbow Rowell

I want everyone to meet you. You’re my favorite person of all time.
(Eu quero que todos conheçam você. Você é minha pessoa favorita de todos os tempos.)

Enquanto Park quer que todos conheçam Eleanor, eu quero que todos conheçam esse livro. Sempre disse – e repito – que livros são sobre sentimentos; e se a quantidade de emoções que você sente enquanto lê um romance são fatores determinantes para a qualidade dele, com certeza esse é um dos melhores livros que já li. Essa história me proporcionou todos os sentimentos possíveis: desde sorrisos bobinhos, sonhos até lágrimas copiosas. Rainbow Rowell sabe como mexer com o seu coração – e ela não sente pena. Continue reading

Legend – Marie Lu

Uma Prova é aplicada na República assim que você completa dez anos de idade – se você é aprovado, seu ensino está garantido até o final da universidade. Os com as melhores classificações vão para as instituições de ensino mais renomadas do país. Os medianos seguem os estudos. Os reprovados são mandados para os campos de trabalho, por não serem úteis à República.

Mas Day sabe que a realidade não é exatamente como a República conta. Aos dez anos, ele foi reprovado na Prova. E então levado para a morte. Mas Day escapou – e hoje é o criminoso mais procurado pela República. Só que ninguém sabe como é seu rosto ou por onde ele anda. A cada dia, uma foto diferente é divulgada pela República, que tenta acertar como é o criminoso que sempre lhes passa a perna. Ele é uma lenda.

Quando Metias, um dos Agentes da República, é morto, Day é o principal suspeito. June, irmã do Agente, passa de admiradora das façanhas de Day a considerá-lo como seu inimigo número 1, afinal, acredita que ele foi o assassino do seu irmão. June é um prodígio: foi a única a atingir a pontuação máxima na prova e, aos 15 anos, é designada pela República a substituir o irmão como agente. Sua primeira missão é capturar Day. Continue reading

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Quem somos

Iris e Olívia são profissionais da área de Comunicação e melhores amigas. Apaixonadas por cultura pop, resolveram se unir para reformular o Literalmente Falando.

 

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