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	<title>Literalmente Falando</title>
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		<title>Se7e minutos no paraíso &#8211; Rafaella Vieira</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 01:30:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iris Figueiredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Gutenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Lit. Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Rafaella Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[YA Contemporâneo]]></category>
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		<description><![CDATA[Raquel só se veste de preto e seu único amigo é Diego. Não que ela se importe muito com as outras pessoas, ela só quer saber do seu melhor amigo. E de mudar seu status de virgem, já que até seu cabelo nunca viu uma tinta. Sem nunca ter beijado na boca e com o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-TIn22TEeJng/UZmJauKhTGI/AAAAAAAACuI/QlB1Otdx4a0/s1600/BeFunky_DSCF8622.jpg.jpg" width="690" height="458" /></p>
<p>Raquel só se veste de preto e seu único amigo é Diego. Não que ela se importe muito com as outras pessoas, ela só quer saber do seu melhor amigo. E de mudar seu status de virgem, já que até seu cabelo nunca viu uma tinta. Sem nunca ter beijado na boca e com o hímen intacto, aos 16 anos Raquel não aguenta mais sua confusão hormonal &#8211; e muito menos a forma como seu coração para quando ela vê Diego, que é nerd, bonitinho e faz ótimas referências.</p>
<p>Ela não quer mais subir pelas paredes &#8211; não literalmente, mas você entendeu &#8211; e muito menos cultivar seu status de virgem. E, de quebra, conseguir ficar com Diego, que deixou de ser só amigo para virar seu sonho de consumo, o amor da sua vida e o cara por quem ela está caidinha.<span id="more-4759"></span></p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-wZRvAY64QE0/UZmJab0o72I/AAAAAAAACuA/4MN0Gbpy7iY/s1600/BeFunky_DSCF8630.jpg.jpg" width="690" height="458" /></p>
<p>Após ter uma ideia que parece brilhante, Raquel tem uma proposta para Diego. Daquelas que são o suficiente para acabar com todos os problemas de uma vez. E começar novos, é claro. Ela irá viver sete minutos no paraíso&#8230; mas e quando esses minutos acabarem, o que vai acontecer?</p>
<p>Lançado pela Gutenberg, <strong>Se7e minutos no paraíso</strong> se passa em Recife e é o segundo romance teen da autora pernambucana Rafaella Vieira. Com um projeto gráfico lindo &#8211; como é a cara da editora -, o livro tem uma narrativa leve e divertida, cheia de referências pop e comentários sarcásticos.</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-EnkYP1eynTo/UZmJau4_KNI/AAAAAAAACuE/wBbp47OnSho/s1600/BeFunky_DSCF8643.jpg.jpg" width="690" height="458" /></p>
<p>A história tem um ritmo leve e divertido, mas eu não consegui me sentir próxima à Raquel. Ela era o tipo de garota que eu costumava evitar quando tinha 16 anos. Isso geralmente não é um problema para mim &#8211; gosto de sair do meu &#8220;normal&#8221; e tentar entender a cabeça de outras personagens, exatamente para me sentir alguém diferente do que sou pelo menos por algumas páginas. Mas, por mais que tentasse, eu e Raquel éramos diferentes demais e não conseguíamos dialogar.</p>
<p>Acho que faltou um fio que me conectasse a ela. Apesar de todas as referências e comentários, eu me sentia muito distante. Tudo entre nós era diferente &#8211; família, forma de encarar paixões e até mesmo comportamento na escola. Mas eu gostei do tom teatral de Raquel, seu modo exagerado de ver a vida. Por mais diferente que a adolescência de Raquel tenha sido da minha, essa veia exagerada está em todo adolescente.</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-juScoxRP4Ng/UZmRfixh55I/AAAAAAAACug/JVSsBtn15-g/s1600/BeFunky_DSCF8623.jpg.jpg" width="690" height="458" /></p>
<p>Eu gostei do livro, mas faltou aquela <em>identificação</em>. Acho que boa parte do efeito de livros adolescentes para mim tem a ver com relembrar certos momentos, mesmo que indiretamente. Mas eu e a Raquel não poderíamos ser mais diferentes uma da outra. Parecia que ela veio de uma realidade paralela à minha.</p>
<p>Às vezes, mesmo que eu não me identifique com o personagem, ainda assim consigo entrar na pele dele. Mas parecia que entre eu e Raquel havia um pequeno bloqueio que não me permitia entendê-la. Acho que isso foi o ponto mais negativo no livro para mim.</p>
<p>Porém, a escrita da Rafaella é agradável e esse é um daqueles livros que a gente lê bem rápido, ótimo para se distrair. Mas a falta do elemento identificação fez com que a história em si não tivesse muito apelo para mim. Mas leria outros livros da autora, pois gostei da forma como ela escreve!</p>
<blockquote>
<h2><img class="alignleft" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-5JuX2qhE8-w/UZmS9TSNHsI/AAAAAAAACuw/A4NrTJdeq1o/s1600/SETE_MINUTOS_NO_PARAISO_1336772422P.jpg" width="200" height="297" />Se7e minutos no paraíso</h2>
<h4>Autor:</h4>
<p>Rafaella Vieira</p>
<h4>Onde comprar:</h4>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=7345&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/Produto/LIVRO/SETE-MINUTOS-NO-PARAISO/29881325">Cultura </a>| <a href="http://el2.me/G0q9">Saraiva</a></p>
<h4>Nota:</h4>
<p>3/5</p>
<h4>Ano:</h4>
<p>2012</p>
<h4>Editora:</h4>
<p>Gutenberg</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Mãe, vou na TV!</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 01:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iris Figueiredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Meu Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Dividindo Mel]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã (sexta-feira, 16/05) vou participar, às 16h00, do programa Sem Censura, na TV Brasil. É um programa de rede nacional em TV aberta, ou seja, não tem desculpa para não ligar a TV e olhar para a minha carinha e escutar minha voz (mentira, você tem mil desculpas, mas seria muito legal se você me assistisse!). [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-KMwUtja3tik/UZT1YPTqG8I/AAAAAAAACtw/iQWfMRmFm_4/s1600/marcador-iris.jpg" width="690" height="192" /></p>
<p>Amanhã (sexta-feira, 16/05) vou participar, às 16h00, do programa <strong>Sem Censura</strong>, na TV Brasil. É um programa de rede nacional em TV aberta, ou seja, não tem desculpa para não ligar a TV e olhar para a minha carinha e escutar minha voz (mentira, você tem mil desculpas, mas seria muito legal se você me assistisse!).</p>
<p>Não sabe qual canal é a TV Brasil na sua televisão? <a href="http://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar"><strong>Clique aqui e descubra</strong>.</a> Nesse link tem o número de todos os canais em todos os tipos de TV possíveis.</p>
<p>O programa é reprisado às 02h30 da manhã. Se você estiver com insônia, aproveite a madrugada para me ver de novo. Mas se nenhuma das opções é possível, o programa fica disponível online depois e, quando sair, eu coloco o link aqui para vocês assistirem.</p>
<p>E o tema é um tema que a gente adora: internet. Me assiste, vai! E manda reply para mim no twitter (@<a href="http://twitter.com/iris_figueiredo" target="_blank">iris_figueiredo</a>)</p>
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		<title>Um papo sobre beleza + playlist</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 02:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iris Figueiredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Aparência]]></category>
		<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
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		<description><![CDATA[Esses dias todo mundo estava comentando um vídeo um vídeo produzido pela Dove em sua &#8220;campanha pela real beleza&#8221; (provavelmente você já viu, mas se não viu, clique aqui). Nele, mulheres se descrevem para um retratista e em seguida são descritas por outras mulheres para o mesmo retratista. Como resultado, a figura descrita pelas outras [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://weheartit.com/entry/61379473/via/semiramida"><img class="aligncenter" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-r4pyfpcq0fI/UZFyidVzGuI/AAAAAAAACtg/IkIpjf2ZW70/s1600/BeFunky_large.jpg.jpg" width="690" height="469" /></a></p>
<p>Esses dias todo mundo estava comentando um vídeo um vídeo produzido pela Dove em sua &#8220;campanha pela real beleza&#8221; (provavelmente você já viu, mas se não viu, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Il0nz0LHbcM">clique aqui</a>). Nele, mulheres se descrevem para um retratista e em seguida são descritas por outras mulheres para o mesmo retratista. Como resultado, a figura descrita pelas outras mulheres era muito mais próxima da realidade &#8211; e muito mais bonita &#8211; do que quando a pessoa se descrevia.</p>
<p>Lógico, existem muitas pessoas satisfeitas com a própria aparência. E é muito bom ver que tem gente que, mesmo não gostando do formato do nariz ou do cabelo, consegue se achar linda todos os dias. E é assim que todas nós deveríamos ser, mas nem sempre somos. Às vezes maximizamos nossos próprios defeitos e temos muita dificuldade em encontrar algo de belo em nós.</p>
<p>Não é só o que está refletido no espelho que faz uma pessoa ser bonita &#8211; é um conjunto de coisas. E a beleza é gorda, magra, branca, negra, morena, loira, encaracolada, lisa, sardenta ou com rugas. O que a gente tem que entender &#8211; eu, inclusive &#8211; é que a beleza é algo individual. Todos nós somos belos de algum jeito e tentar se enquadrar em padrões é apenas torturante. Por mais que eu queira ser a Jennifer Lawrence, eu ainda serei Iris Figueiredo. E mesmo assim tem gente que diz que a JLaw é feia &#8211; e até gorda!</p>
<p>Alguém sempre vai te achar horroroso &#8211; mas também sempre terá alguém para te achar lindo (e aposto que essa segunda pessoa que está certa). A escolha é em qual lado você está: vai continuar odiando quem você é, vendo seu pior lado (tanto na aparência quanto na vida) ou vai, ao menos, se esforçar para amar a imagem que você vê no espelho todos os dias?</p>
<p>Enquanto você pensa sobre isso, escuta a playlist que fiz sobre o assunto.</p>
<p align="center"><iframe style="border: 0px none;" src="http://8tracks.com/mixes/1743436/player_v3_universal" height="200" width="690"></iframe></p>
<p class="_8t_embed_p" style="font-size: 11px; line-height: 12px;"><a>Beautiful</a> from <a>iris.figueiredo</a> on <a href="http://8tracks.com">8tracks Radio</a>.</p>
<h3><span id="more-4744"></span>Músicas da playlist:</h3>
<ul>
<li>Fuckin&#8217; Perfect &#8211; Pink</li>
<li>Mirror &#8211; BarlowGirl</li>
<li>Beautiful &#8211; Bethany Dillon</li>
<li>Firework (cover) &#8211; Megan Nicole</li>
<li>Who You Are (acústico) &#8211; Jessie J</li>
<li>Beautiful &#8211; Christina Aguilera</li>
<li>What makes you beautiful (cover) &#8211; Boyce Avenue</li>
<li>You&#8217;re beautiful &#8211; James Blunt</li>
<li>Just the way you are &#8211; Bruno Mars</li>
<li>Who Says (cover) &#8211; Megan Nicole</li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quem me ensinou a ver com o coração</title>
		<link>http://literalmentefalando.com.br/2013/05/12/quem-me-ensinou-a-ver-com-o-coracao/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 May 2013 03:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iris Figueiredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses, revirando as gavetas, minha mãe puxou um envelope com vários papéis. Eram desenhos, cartas e cartões que fiz para ela durante todos esses anos &#8211; na igreja, na escola, em casa. Enquanto todas as crianças choramingavam quando precisavam escrever uma redação ou colorir algum exercício, eu fazia isso até em meu tempo livre. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-L6B0YqwEvWQ/UY8DN_08o9I/AAAAAAAACtQ/9nIp8oPGWIE/s1600/227632_1531448105305_5895636_n.jpg" width="690" height="518" /></p>
<p>Dia desses, revirando as gavetas, minha mãe puxou um envelope com vários papéis. Eram desenhos, cartas e cartões que fiz para ela durante todos esses anos &#8211; na igreja, na escola, em casa. Enquanto todas as crianças choramingavam quando precisavam escrever uma redação ou colorir algum exercício, eu fazia isso até em meu tempo livre. E, durante todos esses anos de rabiscos e escritas, minha mãe guardou boa parte deles. Até mesmo papéis onde havia um simples &#8220;eu te amo&#8221;, um &#8220;eu te amo&#8221; que ela nunca pode ler.</p>
<p>Parece o presente mais idiota do mundo &#8211; recados e desenhos em folhas de papel para alguém que não pode ver nada daquilo. Todas as cartinhas de dia das mães que a escola nos obrigava a escrever, todas as vezes que ela sentou na primeira fila de uma das minhas apresentações de dança ou todos os desenhos de família feliz que lhe entreguei em mãos &#8211; e ela nunca viu. Mas não posso dizer que ela não enxergou.</p>
<p>Crescer com uma mãe deficiente visual me ensinou muitas coisas. A maior delas é, na verdade, uma citação de &#8220;O pequeno Príncipe&#8221;. Citação, aliás, que era a favorita da minha mãe antes mesmo que perdesse a visão: &#8220;<em>só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos</em>&#8220;.</p>
<p>Ver que minha mãe tinha guardado cada um daqueles &#8220;presentes&#8221; que lhe dei ao longo dos anos só me fez perceber que ninguém nunca me enxergará como ela. Minha mãe não conhece meu rosto. Ela não sabe como minha franja faz uma volta esquisita ou como meu lábio superior direito sempre levanta mais que o esquerdo quando eu sorrio. Ela não pode ver que temos uma pinta igual no braço direito e nem como a cor amarela me deixa com aparência esquisita. A última imagem visual que ela guarda de mim é de uma menina pequena, loira demais e com os dentes ainda nascendo. Ela não viu os bordados do meu vestido de 15 anos e não sabe como é a ilustração da capa do meu livro. Mas, apesar de não me ver há anos, ela me enxerga todos os dias.</p>
<p>Minha mãe senta na beira da minha cama e faz massagem nos meus pés quando estou triste. Ela sabe quando estou mentindo só de escutar minha voz. E sabe a hora exata de abrir a porta do meu quarto com uma surpresa comestível numa tarde de sábado, quando passei todo o tempo com a cara enfiada no computador fazendo algum trabalho da faculdade.</p>
<p>Ela sentiu cada uma das minhas apresentações de dança, tocou meu livro e o cheirou, e viu em cada um dos meus desenhos não os traços desastrados feitos com lápis de cor, mas o sentimento que havia em cada um deles. O que ela não viu com os olhos, ela enxergou com o coração.</p>
<p>Minha mãe é a mulher mais incrível que um dia irei conhecer. Mesmo que me dê sermões, mesmo quando diz não e mesmo quando me manda seguir o caminho oposto àquele que eu pretendia. Ela me ensinou que não importa o que os olhos veem &#8211; ou deixam de ver -, mas sim como seu coração aceita cada pequeno presente que a vida entrega em suas mãos. Seus olhos podem ser perfeitos, mas de nada vale se seu coração não estiver pronto para receber o que eles veem. Você pode não enxergar com os olhos, mas nunca ser cego de coração.</p>
<p>Por ela eu daria meus olhos &#8211; afinal, é através das minhas descrições que ela enxerga boa parte do mundo -, mas eu queria dar muito mais. Para minha mãe, dou meu melhor, mesmo que esse melhor esteja muito aquém do que ela merece. E por mais que todas as circunstâncias sejam desfavoráveis, eu sei que só há um lugar para onde sempre posso voltar &#8211; o coração dela.</p>
<p>Para a mulher que me ensinou que não se vê com os olhos, mas com o coração, eu desejo que todos os dias sejam o dia dela. Que, mesmo em guerra, haja trégua e abraços e a verdade. E que ela nunca duvide o quanto eu a amo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>No limite da atração &#8211; Katie McGarry</title>
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		<pubDate>Sat, 11 May 2013 19:47:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iris Figueiredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Verus]]></category>
		<category><![CDATA[Katie McGarry]]></category>
		<category><![CDATA[Lit. Americana]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
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		<category><![CDATA[Young Adult]]></category>

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		<description><![CDATA[No limite da atração foi um livro que me surpreendeu muito &#8211; e positivamente. Não sei se foi por ter começado sem nenhuma expectativa ou esperar algo completamente diferente, mas Katie McGarry me ganhou com sua história. Ou melhor, com a história de amor entre Noah e Echo, dois jovens problemáticos que juntos encontram novamente [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="aligncenter" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-0HEWuL65HJ8/UY6SKOzRUXI/AAAAAAAACsI/UdKNXmnAqyo/s1600/BeFunky_DSCF8633.jpg.jpg" width="690" height="458" /></em></p>
<p><em>No limite da atração</em> foi um livro que me surpreendeu muito &#8211; e positivamente. Não sei se foi por ter começado sem nenhuma expectativa ou esperar algo completamente diferente, mas Katie McGarry me ganhou com sua história. Ou melhor, com a história de amor entre Noah e Echo, dois jovens problemáticos que juntos encontram novamente a melhor parte de cada um, escondida por trás das cicatrizes que a vida os deu em tão pouco tempo.</p>
<p>Lançado pela Editora Verus, o livro foi muito comparado à <em><a href="http://literalmentefalando.com.br/2012/08/03/belo-desastre-jammie-mcguire/#more-1429">Belo Desastre</a></em> &#8211; também lançado pela Verus. Se você me perguntar, não sei exatamente por qual motivo resolvi ler <em>No limite da atração</em>, talvez para saber se o livro era realmente parecido com aquele que o comparavam (livro que não gostei, aliás). Mas, tirando &#8220;personagens problemáticos&#8221;, os dois livros são diferentes e seguem rumos opostos.<span id="more-4730"></span></p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-UEvO50jrN3U/UY6SJm_rB1I/AAAAAAAACsA/2Jj-skxAwyk/s1600/BeFunky_DSCF8637.jpg.jpg" width="690" height="458" /></p>
<p>Echo Emerson é a mocinha do livro e uma das narradoras da história. Com um nome peculiar, belo corpo e cabelos ruivos e chamativos, ela costumava ser uma das meninas mais populares do colégio. Seu mundo virou de cabeça para baixo quando perdeu o irmão e, pouco depois, um terrível incidente bagunçou sua vida ainda mais. Todos na escola pensam que Echo tentou suicídio e que as blusas de manga comprida que ela usa desde então são para esconder as cicatrizes que ela mesma faz em seu corpo. De popular à esquisita em apenas um pulo.</p>
<p>Mas a verdade é muito diferente do que os alunos de sua escola veem, mas nem Echo a conhece. Ela não lembra o que aconteceu para que aquelas cicatrizes estivessem em seu corpo ou por qual motivo sua mãe tem um mandado de restrição e não pode se aproximar dela, mas ninguém lhe conta &#8211; ela precisa descobrir essa verdade sozinha, sem enlouquecer na tentativa. Mas desde que todas as coisas ruins aconteceram à Echo, ela não se abre para ninguém e, mesmo que Lila, uma de suas melhores amigas, continue ao seu lado, ela ainda se sente sempre a segunda opção.</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-hoGDCFuspMM/UY6SNQDVMVI/AAAAAAAACsg/FE1-QQvatdE/s1600/BeFunky_DSCF8640.jpg.jpg" width="690" height="458" /></p>
<p>Do outro lado dessa história está Noah Hutchins. O que ele tem de bonito tem de problemático. Noah costumava ter uma família incrível, com um pai arquiteto que construía casa para os pobres e uma mãe que contava as melhores histórias. Mas tudo se perdeu em um incêndio e, sem pais e com os irmãos em uma família adotiva diferente da que foi colocado, Noah se transformou. O bom menino ficou para trás e em seu lugar está um garoto que não confia nas pessoas e perdeu todas as perspectivas de um futuro brilhante.</p>
<p>Por orientação da sua terapeuta, Echo começa a dar aulas de monitoria para Noah, que também é paciente da Sra. Collins. Desconfiados e castigados, os dois começam a ver um no outro muito além da casca. O que começa com uma obrigação se transforma em ajuda que se transforma em algo muito mais forte.</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-f2qlK-RGDbs/UY6SM_7R2uI/AAAAAAAACsY/a_IlSWEs8Y4/s1600/BeFunky_DSCF8639.jpg.jpg" width="690" height="458" /></p>
<p>Essa <em>realmente</em> é uma história sobre redenção. Não sobre dependência, mas como o amor faz as pessoas mudarem &#8211; seja ele qual tipo de amor for. Em <em>No limite da atração</em> nós temos personagens que crescem durante a narrativa, que amadurecem e se tornam pessoas melhores ao olharem para dentro de si.</p>
<p>Geralmente, o esteriótipo de personagem problemático me incomoda. Parece apenas um &#8220;adicional&#8221; jogado de qualquer jeito pelo autor para dar um pano de fundo ao personagem. Tragédia demais, desenvolvimento de menos. E foi essa impressão que tive no início do livro, tanto que cogitei abandoná-lo. Mas então, enquanto a história ia avançando, eu percebia que a autora teve cuidado de desenvolver os personagens para que, durante sua jornada, eles amadurecessem. Além disso, ela foi quebrando todas as ideias &#8220;erradas&#8221; que os personagens tinham conforme o livro se desenvolvia.</p>
<p><img class="alignnone" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-G-E6RO_-juk/UY6SKyOh4MI/AAAAAAAACsQ/e9ZDeIzLuQA/s1600/BeFunky_DSCF8636.jpg.jpg" width="690" height="458" /></p>
<p>Echo e Noah tem um relacionamento saudável, apesar de todo pano de fundo que os levou até ali. Por conhecerem a dor e serem igualmente sozinhos no mundo, cada um à sua maneira, eles encontraram um no outro um ponto de equilíbrio. Acho que essa é a base de qualquer relacionamento: ele deve tornar você uma pessoa melhor, não te afundar ainda mais ou ser algo obsessivo. E é lindo ver como isso acontece para os dois.</p>
<p>Meu maior medo em ler esse livro era que fosse algo como <em>Belo Desastre</em>, onde os personagens ficam cegos e dependentes um do outro e o relacionamento vira destrutivo. Apesar da necessidade que os personagens tem um do outro, eles também possuem a consciência de que certas vezes é preciso se afastar e abrir mão. É isso que faz com que os dois cresçam e sejam personagens bens construídos. Echo é uma adolescente muito madura e forte, impossível não se emocionar com sua história &#8211; assim como é impossível ler esse livro e não chorar com Noah e o tamanho do amor do menino pelos irmãos.</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-U4eP5xN5-Ok/UY6SO1ijdmI/AAAAAAAACsw/mzsbrZNuFgs/s1600/BeFunky_DSCF8642.jpg.jpg" width="690" height="458" /></p>
<p>Há muito tempo não me emocionava tanto com um livro e me identificava tanto com uma personagem. Apesar de sermos muito diferentes em certos conflitos, me vi na Echo em várias falas, em vários momentos e sabia que era exatamente alguém como o Noah que ela precisava ao seu lado.</p>
<p>É muito bonito ver como a autora construiu as relações familiares em seu livro. Mesmo com todos os problemas e desencontros, no final os personagens compreendem a importância da família e do perdão &#8211; mesmo que sua família não seja exatamente como você queria que fosse. O amor que guia os personagens desse livro não é apenas o amor romântico, mas todo o tipo de amor. A partir do momento que Noah e Echo passam a <em>se amar</em> e <em>se perdoar</em>, eles conseguem fazer tudo ao redor dos dois voltar a funcionar.</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-J_ZiRDnhbHI/UY6SN0vzQZI/AAAAAAAACso/auM6UFay7V8/s1600/BeFunky_DSCF8641.jpg" width="690" height="458" /></p>
<p>Eu nunca pensei que fosse dizer isso, mas <em>eu amei esse livro</em>. A história seguiu um caminho completamente diferente do que eu imaginava e isso foi surpreendentemente bom. Eu me apeguei aos personagens e o livro tem um ritmo delicioso. O livro não é repleto de citações marcantes, mas a história marca e me fez pensar em muitas coisas.</p>
<p>No final, a autora deixa uma playlist para acompanhar o livro. Fizeram uma no 8tracks e vou deixar aqui no fim do post, para vocês escutarem.</p>
<p align="center"><iframe style="border: 0px none;" src="http://8tracks.com/mixes/1720012/player_v3_universal" height="150" width="690"></iframe></p>
<p class="_8t_embed_p" style="font-size: 11px; line-height: 12px;"><a>come to me, my little siren</a> from <a>WolfShapedBullet</a> on <a href="http://8tracks.com">8tracks Radio</a>.</p>
<p>Já leu <em>No limite da atração</em>? O que você achou? Tem vontade de ler? Me conta nos comentários!</p>
<blockquote>
<h2><img class="alignleft" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-5aBDfIHChEI/UY6fnepbe_I/AAAAAAAACtA/8Q2iXU5xlSs/s1600/NO_LIMITE_DA_ATRACAO_1362749583P.jpg" width="200" height="297" />No limite da atração</h2>
<h4>Autor:</h4>
<p>Katie McGarry</p>
<h4>Onde comprar:</h4>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=7345&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/Produto/LIVRO/NO-LIMITE-DA-ATRACAO/3299003">Cultura </a>| <a href="http://el2.me/FBHY">Saraiva</a></p>
<h4>Nota:</h4>
<p>4/5</p>
<h4>Tradutor:</h4>
<p>Cláudia Mello Belhassof</p>
<h4>Editora:</h4>
<p>Verus
</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A probabilidade estatística do amor à primeira vista &#8211; Jennifer E. Smith</title>
		<link>http://literalmentefalando.com.br/2013/05/08/a-probabilidade-estatistica-do-amor-a-primeira-vista-jennifer-e-smith/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 02:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iris Figueiredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Galera Record]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer E. Smith]]></category>
		<category><![CDATA[Lit. Americana]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[YA Contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[Young Adult]]></category>

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		<description><![CDATA[Um atraso de quatro minutos faz Hadley perder o avião para Londres. Ela está indo para o velho continente pela primeira vez, mas não é para uma viagem de férias. Sua viagem tem um motivo especial &#8211; ou não tão especial assim, depende do ponto de vista. Seu pai irá se casar pela segunda vez, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-zaOBKFlWbOY/UYsGyrkSTjI/AAAAAAAACmo/WmaWgWDtGeE/s1600/DSCF8621.JPG" width="690" height="458" /></p>
<p>Um atraso de quatro minutos faz Hadley perder o avião para Londres. Ela está indo para o velho continente pela primeira vez, mas não é para uma viagem de férias. Sua viagem tem um motivo especial &#8211; ou não tão especial assim, depende do ponto de vista. Seu pai irá se casar pela segunda vez, mas tudo que ela queria era que esse casamento não acontecesse ou, no mínimo, ela não fosse obrigada a atravessar o oceano para ver seu pai ser feliz ao lado de outra mulher que não é sua mãe.</p>
<p>O que ela não precisava era ter que esperar horas até o próximo voo para a capital inglesa &#8211; o que a fará chegar muito atrasada no casamento e provavelmente ouvir um sermão de seu pai. Mas há males que vem para o bem e seu vizinho de poltrona é um universitário lindo e com sotaque inglês. Oliver lhe faz companhia durante a viagem e talvez faça Hadley acreditar em amor &#8211; especialmente à primeira vista.<span id="more-4717"></span></p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-JRrKW09H_RY/UYsGwt-DY-I/AAAAAAAACmg/cXSpMcWGd0o/s1600/DSCF8620.JPG" width="690" height="458" /></p>
<p>Uma história fofa, simples e  deliciosa de se ler: é assim que é <em>A probabilidade estatística do amor à primeira vista</em>, romance da Jennifer E. Smith recentemente publicado no Brasil pela Galera Record. A premissa me lembrou um pouco a ideia de <em>Cinco Minutos</em>, do José de Alencar &#8211; claro que são livros totalmente diferentes, mas a ideia que um pequeno atraso pode fazer você encontrar o amor da sua vida é a mesma. Talvez o périplo de Hadley por Londres também lembre um pouco a jornada que o protagonista de Alencar enfrenta atrás de sua amada, guardada das devidas proporções. Agora chega de comparações!</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-JV6nFdcABDY/UYsGvPwoZtI/AAAAAAAACmY/t1dakEOgBGc/s1600/DSCF8619.JPG" width="690" height="458" /></p>
<p>A narrativa é em terceira pessoa no presente, o que pode até causar certa estranheza, mas funciona. A história é narrada pelos olhos de um narrador onisciente. O livro tem um senso de humor super agradável e, mesmo sendo uma história simples e num curto período de tempo, a autora consegue aprofundar os personagens e apresentar algumas de suas inseguranças e frustrações durante o livro.</p>
<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-UYaoqGZJuKk/UYsGtG5ZVvI/AAAAAAAACmQ/-nkgksZwDsQ/s1600/DSCF8616.JPG" width="690" height="458" /></p>
<p>Para quem precisa de um livro leve e que te faça suspirar e soltar sorrisos bobos, essa é a pedida. Impossível não se encantar com a história. Quem dera se a minha recompensa no dia que perdi três voos fosse um vizinho de poltrona bonito e com sotaque inglês como o Oliver!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>#Coverflip: e se fosse escrito por uma mulher?</title>
		<link>http://literalmentefalando.com.br/2013/05/07/coverflip-e-se-fosse-escrito-por-uma-mulher/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 02:44:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iris Figueiredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capas]]></category>
		<category><![CDATA[Coverflip]]></category>
		<category><![CDATA[Discussões]]></category>
		<category><![CDATA[Maureen Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Young Adult]]></category>

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		<description><![CDATA[Sigo muitos autores estrangeiros de YA no twitter. Eles sempre me dão boas pautas aqui pro blog (tipo YA Saves e Sick-Lit), pois estão sempre discutindo algum assunto relevante sobre literatura jovem. Quem não tem medo de ser feliz e vive trazendo discussões muito boas para a internet é a Maureen Johson, autora de Treze [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 700px"><img class=" " alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-7JnSX2Ji_UM/UYm6f8dM5jI/AAAAAAAAClg/wWbLLL9SKvw/s1600/Farenheit451.jpg" width="690" height="500" /><p class="wp-caption-text">E se Fahrenheit 451 fosse escrito por uma mulher?<br />(a capa original é sempre a primeira)</p></div>
<p>Sigo muitos autores estrangeiros de YA no twitter. Eles sempre me dão boas pautas aqui pro blog (tipo YA Saves e Sick-Lit), pois estão sempre discutindo algum assunto relevante sobre literatura jovem. Quem não tem medo de ser feliz e vive trazendo discussões muito boas para a internet é a Maureen Johson, autora de <em>Treze Pequenos Envelopes Azuis</em> (publicado no Brasil pela Editora Underworld). Hoje passei o dia vendo tweets com a hashtag #Coverflip, mas deixei para conferir o que quer que fosse isso assim que chegasse em casa.</p>
<p>Antes de tudo, eu acho que se você se interessa por YA (ou só quer gente interessante na sua timeline), você <b>precisa </b>seguir a @<a href="http://twitter.com/maureenjohnson" target="_blank">maureenjohson</a> no twitter. Além de divertida, ela comenta muitas curiosidades sobre livros jovem adulto, traz discussões legais&#8230; Enfim, ela é demais. Mesmo que você não tenha lido nada dela, vai virar fã dela por causa do twitter. Sério.<span id="more-4712"></span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 700px"><img alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-VU30dgwsZRA/UYm6hPyjsEI/AAAAAAAAClk/kSU1lcYJr88/s1600/girlatsea.jpg" width="690" height="500" /><p class="wp-caption-text">E se o mesmo livro da Maureen Johnson fosse escrito por um tal de Maurice?</p></div>
<p>Voltando&#8230; Ela ontem twittou dizendo que recebe muitos e-mails de leitores meninos pedindo para que os livros dela tenham uma capa &#8220;menos menininha&#8221;, pois isso os impede de ler os livros. Eu sou autora de um livro de capa cor-de-rosa. Volta e meia algum leitor menino me diz: &#8220;seu livro é tão rosa&#8230; Posso ler do mesmo jeito?&#8221;. Apesar da gente saber que ninguém é menos homem por ler um livro rosa-choque, a gente também sabe que isso impede muitos garotos de lerem certas histórias.</p>
<p>Eu disse esses dias para alguém que não escrevo para meninas ou meninos. Talvez meninas se identifiquem mais com o que escrevo, pois é uma garota que narra a história. Mas todos os leitores do sexo masculino que conheci disseram ter gostado muito da história, se identificado com os personagens masculinos e encontrado as amigas deles na Melissa. É uma história. História não tem sexo. Uma história pode ser contada para qualquer um. Então por qual razão a gente tem esse paradigma de que capas para meninas precisam ser de um jeito e para meninos de outro? Livros &#8220;mulherzinha&#8221; precisam de coisas coloridas, mas se a mesma história fosse escrita por um homem, ganharia uma capa completamente diferente?</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 700px"><img alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-8oBjjZwrsnc/UYm6hrCTUEI/AAAAAAAAClo/8yHGmrge1Zg/s1600/ontheroad.jpg" width="690" height="500" /><p class="wp-caption-text">Se Kerouac usasse saias&#8230;</p></div>
<p>Foi esse desafio que Maureen Johnson deixou nas mãos dos seus seguidores no twitter: se livro <em>Guerra dos Tronos</em> fosse uma obra de <em>Georgina R. R. Martin</em> ao invés de <em>George R. R. Martin</em>, a capa seria outra? Se fosse <em>Samuel Dessen</em> que escrevesse <em>Just Listen</em> ao invés de <em>Sarah Dessen</em>, como a capa seria?</p>
<p>O resultado foi muito interessante. <a href="http://www.tumblr.com/tagged/coverflip" target="_blank">A tag no tumblr </a>tem várias capas incríveis, para quem quiser ficar mais tempo refletindo sobre o assunto.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 700px"><img alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-_QZIkNRUY8Y/UYm6jiV91VI/AAAAAAAACl0/V2WhbD74Lec/s1600/perks.jpg" width="690" height="500" /><p class="wp-caption-text">E se Stephanie tivesse escrito a história de Charlie?</p></div>
<p>Apesar de sabermos que tudo tem a ver com marketing &#8211; uma capa mais &#8220;fofinha, bonitinha e coloridinha&#8221; tem mais potencial de atrair o público feminino que uma capa mais conceitual -, é inevitável pensar como <em>realmente</em> seria diferente se determinado livro fosse escrito por uma mulher. É só observar várias capas do gênero e pensar em como elas são.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 700px"><img alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-7Eh9NWAnHnQ/UYm6jWjRfZI/AAAAAAAACl4/heaH0PcBJjU/s1600/thislullaby.jpg" width="690" height="500" /><p class="wp-caption-text">A mesma história, só que escrita por um homem. A capa seria igual?</p></div>
<p>Capas são a primeira coisa que vemos quando temos interesse em um livro. Todas as capas exibidas aqui &#8211; tanto as originais quanto as inventadas pelos fãs caso o autor fosse de outro sexo &#8211; combinam com a história original, o que muda é a abordagem. Quantos novos leitores certos livros poderiam ganhar &#8211; ou perder &#8211; com uma capa diferente?</p>
<p>Eu quero saber de vocês nos comentários (especialmente se for do sexo masculino): você já deixou de ler um livro por causa da capa? Se sim, já chegou a ser pela capa ser &#8220;menininha demais&#8221;, o que te impediu de imaginar outras coisas relacionadas ao conteúdo do livro e descartá-lo de cara?</p>
<p>Acho que isso rende uma boa discussão.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Azar o seu! &#8211; Carol Sabar</title>
		<link>http://literalmentefalando.com.br/2013/05/03/azar-o-seu-carol-sabar/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 17:22:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iris Figueiredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Sabar]]></category>
		<category><![CDATA[Chick Lit]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Jangada]]></category>
		<category><![CDATA[Lit. Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse livro será publicado em junho pela editora Jangada. Recebi da editora Jangada a prova para leitura do novo livro da Carol Sabar, Azar o seu. A Carol é autora de Como quase namorei Robert Pattinson (não torça o nariz para o nome, o livro é muito legal) e eu estava muito ansiosa para um novo livro dela, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-9k_nub66evY/UYMafhLmMvI/AAAAAAAAClQ/1Nyf_uR_tDg/s1600/DSCF8610.JPG" width="690" height="458" /></p>
<h5>Esse livro será publicado em junho pela editora Jangada.</h5>
<p>Recebi da editora Jangada a prova para leitura do novo livro da Carol Sabar, <strong>Azar o seu</strong>. A Carol é autora de <em>Como quase namorei Robert Pattinson</em> (não torça o nariz para o nome, o livro é <em>muito</em> legal) e eu estava muito ansiosa para um novo livro dela, pois o primeiro me fez chorar de tanto rir.</p>
<p>Nesse livro nós conhecemos a azaradíssima Bia. Sério, <em>eu sou muito azarada</em>, mas a Bia ganha de todos nós. Sem emprego e atolada de dívidas, ela está parada em mais um engarrafamento após um fim de semana desastroso. Tudo na sua vida está de pernas pro ar &#8211; até mesmo na vida amorosa, pois o único cara que ela gostou de verdade fiou na adolescência.</p>
<p>É nesse momento que o cara do carro ao lado começa a buzinar sem parar, como se a conhecesse. E na verdade, ele a conhece. Bia que não o reconhece. Mas não é a melhor hora para isso, pois, em meio ao engarrafamento, um tiroteio começa e Bia e o estranho conhecido do carro ao lado se jogam no asfalto para escapar das balas. Mas algo parece estar errado&#8230;<span id="more-4703"></span></p>
<p>Bia tem certeza que foi atingida por uma bala perdida e está no céu. Só isso explica o cara lindo ao seu lado. E com o azar que ela tem e com a chuva que está caindo e o tiroteio rolando, ela morreu, tem certeza disso. Por isso, resolve pedir para o rapaz ao seu lado dizer a Guga, seu amor de infância, que ela ainda o ama. Ele só pode ser seu anjo amparador, que está ali para levá-la para a outra vida, certo? Errado.</p>
<p>Quando se dá conta que não teve bala perdida nenhuma &#8211; e muito menos morte &#8211; e que abriu seu coração para um desconhecido, ela quer abrir um buraco no asfalto e enfiar a cabeça ali mesmo. Mas é claro que tudo está só no começo&#8230;</p>
<p>Nas primeiras páginas do livro, você já sabe o que esperar: muitas risadas, mas muitas mesmo. Eu passei vergonha no ônibus, rindo tanto que até chorei.</p>
<p>Carol Sabar nos apresenta dois protagonistas cativantes. Bia, a azarada, gosta mesmo é de música, mas se formou em Administração para não morrer de fome. Não deu muito certo, pois ela está sem emprego e ajudando na floricultura do pai. Sonha sempre com Guga, em quem deu seu &#8220;primeiro&#8221; beijo (o primeiro de verdade ela apagou do cérebro), mas que nunca mais viu.</p>
<p>O outro personagem dessa história? O próprio Guga, que &#8220;salva&#8221; Bia no engarrafamento. O problema é que ele não tem coragem de dizer para a antiga amiga quem ele realmente é. E agora Bia está em conflito, pois está se apaixonando de novo por alguém que &#8220;não é&#8221; o Guga.</p>
<p>Carol tem uma narrativa cativante. Impossível não mergulhar de cara na história e se envolver com os personagens, rir e vibrar com eles. A autora usa todos os pequenos pontos soltos &#8211; que parecem detalhes insignificantes &#8211; e os amarra na trama, deixando uma simples comédia romântica cheia de detalhes únicos.</p>
<p>Tem música, tem romance e tem risada garantida. Bia não é mais uma adolescente &#8211; já está na casa dos 20 &#8211; e Guga é fofo, charmoso&#8230; Daquele jeitinho que a gente adora! Acho que a Carol é uma das autoras nacionais mais promissoras (coloco ela junto com a Paula Pimenta e Carina Rissi no meu ranking de escritoras brasileiras favoritas) e esse livro só vem para provar.</p>
<p>Prepare-se para passar vergonha rindo, mas para amar essa história, ficar na expectativa com as reviravoltas e amar muito a Bia e o Guga.</p>
<p>Cadê outro livro da Carol? Quero pra amanhã!</p>
<p>Essa será a capa do livro, que chega em junho às livrarias:</p>
<p><a href="http://literalmentefalando.com.br/wp-content/uploads/2013/05/AZAR_O_SEU_1366811952P.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4705" alt="AZAR_O_SEU_1366811952P" src="http://literalmentefalando.com.br/wp-content/uploads/2013/05/AZAR_O_SEU_1366811952P.jpg" width="200" height="287" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Playlist: vai ficar tudo bem :)</title>
		<link>http://literalmentefalando.com.br/2013/05/01/playlist-vai-ficar-tudo-bem/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 May 2013 03:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iris Figueiredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Boyce Avenue]]></category>
		<category><![CDATA[Dire Straits]]></category>
		<category><![CDATA[Fifth Harmony]]></category>
		<category><![CDATA[Kelly Clarkson]]></category>
		<category><![CDATA[Legião Urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Jeneci]]></category>
		<category><![CDATA[Playlist]]></category>
		<category><![CDATA[The Beatles]]></category>
		<category><![CDATA[U2]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem aqueles dias que você acorda achando que nada vai dar certo ou que ninguém está ali por você? Acho que, de vez em quando, todo mundo se sente um pouco assim. Mas eu gosto de pensar que, mesmo nas situações mais difíceis, há sempre aquela luzinha no fim do túnel nos mostrando que tudo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="www.weheartit.com"><img class="aligncenter" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-p30Py3fF-VI/UYCMIrZiWgI/AAAAAAAACk4/iGrvbt34RMI/s1600/BeFunky_PCAShow_HQ_jlawrencebrasil_28129.jpg.jpg" width="690" height="460" /></a></p>
<p>Tem aqueles dias que você acorda achando que nada vai dar certo ou que ninguém está ali por você? Acho que, de vez em quando, todo mundo se sente um pouco assim. Mas eu gosto de pensar que, mesmo nas situações mais difíceis, há sempre aquela luzinha no fim do túnel nos mostrando que tudo vai dar certo e que sempre há alguém com a gente.</p>
<p>Essa playlist é para esses dias, com letras que sempre me fazem lembrar que no final, vai ficar tudo bem &#8211; e que sempre tem alguém para segurar sua mão.</p>
<p align="center"><iframe src="http://8tracks.com/mixes/1686941/player_v3_universal" width="300" height="250" style="border: 0px none;"></iframe></p>
<p class="_8t_embed_p" style="font-size: 11px; line-height: 12px;"><a href="">Vai ficar tudo bem <img src='http://literalmentefalando.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </a> from <a href="">iris.figueiredo</a> on <a href="http://8tracks.com">8tracks Radio</a>.</p>
</p>
<p><span id="more-4694"></span><strong>Músicas da playlist</strong>:</p>
<ul>
<li><span style="line-height: 13px;">Keep holding on (cover) &#8211; Boyce Avenue</span></li>
<li>Mais uma vez &#8211; Legião Urbana</li>
<li>Sometimes you can&#8217;t make it on your own &#8211; U2</li>
<li>Felicidade &#8211; Marcelo Jeneci</li>
<li>I&#8217;ll stand by you (cover) &#8211; Fifth Harmony</li>
<li>Blackbird &#8211; The Beatles</li>
<li>Stronger (What doesn&#8217;t kill you) &#8211; Kelly Clarkson</li>
<li>Why Worry &#8211; Dire Straits</li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Eu fiquei, vocês foram</title>
		<link>http://literalmentefalando.com.br/2013/04/29/eu-fiquei-voces-foram/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 05:20:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iris Figueiredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Carta]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://weheartit.com/entry/21347062/via/renatinhavg"><img class="aligncenter" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ryHtSaAdokE/UX4C6ewT5oI/AAAAAAAACko/T_euJnuI87U/s1600/007.jpg" width="690" height="460" /></a></div>
<p>Já faz tempo, mas parece que foi ontem. Em poucos anos eu amadureci tanto e me tornei tão diferente daquela menina &#8211; a que costumava falar a aula inteira, mas ainda assim tinha as respostas na ponta da língua &#8211; que às vezes nem eu me reconheço. Foram-se embora as festas de pijama, as pizzas de pão-de-forma e os filmes de terror pela madrugada, sobrou o desconhecido e <strong>eu sozinha pelo mundo, tendo que descobrir novos amigos e lidar com minhas próprias fraquezas</strong>. Eu fiquei, vocês foram. Ou eu fui, vocês ficaram. Nunca se sabe.</p>
<p>Não é que não lembre com carinho das tardes sentadas na calçada em frente à escola, depois das aulas terminarem. Ou das festas de quinze anos, dos garotos, das fofocas e das histórias que vocês contavam e eu escutava. Era tudo tão simples: tardes no shopping, meninos bonitinhos, filmes divertidos e ovo e farinha em datas de aniversário. Mas nossa amizade, aquela que eu acreditava ser &#8220;para sempre&#8221;, se fragmentou. Eu já não me enxergo em nossas lembranças e muito menos nos resquícios que as redes sociais entregam da vida de cada uma de vocês. <strong>Escolhemos nossos caminhos, pegamos nossas estradas e algumas de nós não podiam seguir o mesmo rumo.</strong></p>
<p>Dizem que quando a escola acaba, poucas amizades resistem. Mas eu sinceramente acreditava que, mesmo com sonhos completamente diferentes, sempre haveria aquele fio que nos manteria unidas. Talvez fossem os segredos e confissões ou todos aqueles momentos que nós vivemos juntas, mas éramos um grupo invencível. Nós tínhamos até um nome para ele, o que sempre me deu a impressão de que quando estávamos lado a lado, virávamos uma só. <strong>Era como se nossos defeitos e qualidades se completassem, como se nada arrebentasse a corda que nos segurava.</strong> E fomos embora aos poucos, sem perceber. Até que um grande baque atingiu nossa amizade, atrapalhou nosso equilíbrio. E não tinha mais espaço para mim. Alguns ficam, outros vão embora. Eu fui e ainda faltava tempo &#8211; tempo para a escola acabar, tempo para cicatrizar, tempo para aprender a lidar. Até hoje não entendo muito bem porque sobrei. Até hoje amizades me fazem chorar, gestos de carinho me trazem desconfiança. Eu não acredito mais em grupos invencíveis e uniões inquebráveis. Amigos fazem parte, mas um dia vão embora. Seguem seu caminho, mas às vezes partem com muita dor</p>
<p>Eu cheguei em lugares inesperados, conquistei boa parte do que sempre quis. Olhando para os flashes virtuais da vida de quem sempre fez parte da minha, provavelmente sou quem está mais perto de onde sempre sonhou, ao mesmo tempo que parece tão distante. <strong>Mas eu vejo as coisas acontecerem com vocês e queria estar ao lado.</strong> Foram sonhos que sonhamos juntas, de algum jeito. Coisas que acreditamos que compartilharíamos. Eu queria estar no chá-de-panela pintando-as, queria vocês comigo há dois dezembros atrás, no dia mais importante da minha vida. Mas enviei o convite apenas para não parecer antipática e suspirei aliviada quando nenhuma de vocês apareceu. Aquilo estragaria meu dia. Tudo muito contraditório.</p>
<p>Acabamos antes da hora. Não fui a viagem de formatura nem passei bem na festa de encerramento. Todas as palavras que disse sobre manter os amigos da escola em meu discurso final foram para os outros, não para mim. Naquele momento eu já estava sozinha, mas procurei por vocês, todas lado a lado, na multidão de alunos. Por dentro, eu dizia que nossa amizade, por mais que tenha tido um final doloroso para mim, ainda tinha representado muito. Para as pessoas, eu gritava que não gostava sequer de olhar para vocês. <strong>E nenhuma das duas frases eram mentiras. Eram duas verdades, verdades que não sabiam conversar.</strong> Sei que vocês ainda se encontram, sei que algumas me procuraram depois. Mas sei também que algumas se dispersaram logo em seguida. Me pergunto se vocês conversam sobre mim ou fazem ideia de como tudo fez diferença aqui.</p>
<p>Eu só queria dizer que nem todas as lembranças são fáceis de apagar com uma borracha. Ainda há muito de vocês, das coisas que aprendi com todos os anos que fomos amigas. Nossos caminhos nunca vão se encontrar de novo &#8211; as decepções fizeram isso ser impossível. Mas, de um jeito muito esquisito, eu ainda as amo. Por tudo que vocês representaram, por todos esses anos. Pessoas vão embora e levam um pedaço de nós com elas. Vocês levaram uma parte muito importante do meu coração. <strong>Quem diz que perder um amor dói mais que perder um amigo é por que nunca teve uma amizade como a nossa</strong>.</p>
<p><span id="more-4689"></span>&#8212;</p>
<p>Eu escrevi esse texto há muito tempo, mas por algum motivo nunca postei. Ele não é exatamente uma crônica nem um conto, tem mais um tom de carta. Vasculhando as coisas que escrevi, senti vontade de compartilhar com vocês. Está mais para uma carta.</p>
<p>Sei que estou devendo resenhas e outras coisinhas, mas como já expliquei, estou tentando me reorganizar com todo meu novo horário <em>muito</em> maluco. Eu prometo que em duas semanas, no máximo, eu me organizo de novo. Só preciso que vocês compreendam<br />
durante esse tempo.</p>
<p>Se você pudesse dizer alguma coisa para alguns amigos que ficaram para trás, o que você diria?</p>
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