Diversos

A evolução da Barbie

A essa altura, você já deve saber que ontem a Mattel, empresa responsável pela boneca mais famosa do mundo, fez a maior mudança no que diz respeito à aparência das suas bonecas: além do corpo tradicional, acrescentou mais três tipos à sua coleção, além de diferentes formatos de olhos, narizes e bocas e cabelos dos mais variados tipos e cores. Foi marketing? Com certeza. Eles ainda tem muito o que avançar? Também. Mas só uma menina que cresceu brincando com a boneca sabe o que isso importa. Esse não é mais um texto sobre a nova coleção da Barbie. Esse é um texto sobre mim, minha história com essa boneca e o quanto essa diferença tocou em mim.

A Barbie sempre foi meu brinquedo favorito. Eu tinha bebês, carrinhos, panelinhas, lego, blocos de madeira e tudo mais, mas nada se comparava ao amor que eu tinha pela boneca. As primeiras histórias que eu inventei foi brincando de Barbie.

Sou filha única, cresci num sobrado onde no primeiro andar moravam meus avós, no segundo eu e meus pais e o último andar era um terraço. Também tinha um quintal grande para brincar. Minha mãe é cega, por isso nunca gostou que eu brincasse na rua, não tinha como me vigiar e morria de medo que algo acontecesse. Minha casa era meu mundo, ou melhor, minha casa era a Barbielândia. Foi assim que chamei aquele território por grande parte da minha vida, até lá pelos meus doze anos, enquanto ainda brincava de Barbie escondida das minhas amigas.

Barbielândia tinha um litoral, que era a piscina de casa. Também tinha uma floresta, que era o quintal da minha avó cheio de flores. Tinham três estados e cada cômodo da casa era uma cidade. A metrópole, claro, era o meu quarto. Durante muito tempo eu enxerguei minha casa como um país para brincar com minhas bonecas, inventar histórias. Uma das minhas Barbies era dona de um restaurante (e eu lembro o nome: Restaurante Cinderela), a outra era cantora famosa, uma terceira era jornalista na Rede Barbielândia de Televisão. Se não fosse a Barbie, talvez eu não fosse tão criativa. A Barbie, com suas inúmeras versões que eu não pude ter, me fez sonhar em ser muitas coisas e acreditar que eu talvez pudesse. Continue lendo

Valeu por tudo, Capricho

Ontem foi um dia marcante para a Editora Abril. Entre fechamento de redações e venda de revistas para a Editora Caras, muitas pessoas foram demitidas. Mas, no meio desse caos em uma das mais importantes editoras de revista do país, uma notícia pegou muita gente de surpresa: a revista Capricho não vai mais existir em papel. A partir do próximo mês, a publicação vai permanecer só na internet (no site e no aplicativo Capricho Week, aquela versão semanal digital).

Isso é reflexo de novos tempos no jornalismo, mas não estou aqui para ficar debatendo o futuro da comunicação com vocês. Estou aqui para falar do meu amor pela revista, que marcou minha adolescência e de muitas outras garotas.

Sou apaixonada por revistas e é um pouco triste ver que uma parte importante da minha vida vai desaparecer, ao menos da forma como eu a conheço. Apesar de perpetuar algumas ideias problemáticas – e tive o prazer de ver isso mudar nos últimos tempos, acompanhando o site da revista e a própria, que eu comprava volta e meia nas bancas pelo saudosismo -, a Capricho participou da minha formação.

Nunca tive assinatura da revista, mas não perdia um exemplar. Na minha adolescência a Capricho era quinzenal e, quinta-feira sim, quinta-feira não, eu batia ponto na banca de jornal perto da minha escola. Afinal, quinta-feira era dia! Acordava até um pouco mais cedo para passar na banca no caminho do colégio. Tinha um prazer imenso em abrir o plástico, folhear as páginas, mas correr para a última, que tinha a coluna do Antônio Prata. Continue lendo

Feliz ano novo!

Em 2014, o Literalmente Falando voltou ao ritmo normal. Queremos agradecer a cada leitor que passa por aqui, comenta nas postagens e compartilha tudo que escrevemos. Em 2015, queremos estar cada vez mais próximas de vocês.

Que esse novo ano seja repleto de conquistas – e que finalmente seu ship favorito na série que você assiste seja endgame e que seu autor favorito lance o melhor livro de todos. Estaremos por aqui, compartilhando tudo isso.

Sobre mim

Meu nome é Iris Figueiredo e, entre muitas coisas, eu escrevo. Sou autora dos livros Dividindo Mel e da duologia Confissões On-line. Me formei em Produção Editorial, fiz pós-graduação em Transmídia e passo a maior parte do meu tempo livre lendo ou assistindo minhas séries favoritas. Para me conhecer melhor, clique aqui.

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Confissões on-line

"Confissões on-line" é meu segundo livro e foi lançado em novembro de 2013. Saiba mais

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Confissões On-line 2
"Confissões on-line 2" é meu terceiro livro e foi lançado em setembro de 2015. Saiba mais
Dividindo Mel

"Dividindo Mel" é meu primeiro livro e foi lançado em dezembro de 2011. Saiba mais

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