Mãe, vou na TV!

Amanhã (sexta-feira, 16/05) vou participar, às 16h00, do programa Sem Censura, na TV Brasil. É um programa de rede nacional em TV aberta, ou seja, não tem desculpa para não ligar a TV e olhar para a minha carinha e escutar minha voz (mentira, você tem mil desculpas, mas seria muito legal se você me assistisse!).
Não sabe qual canal é a TV Brasil na sua televisão? Clique aqui e descubra. Nesse link tem o número de todos os canais em todos os tipos de TV possíveis.
O programa é reprisado às 02h30 da manhã. Se você estiver com insônia, aproveite a madrugada para me ver de novo. Mas se nenhuma das opções é possível, o programa fica disponível online depois e, quando sair, eu coloco o link aqui para vocês assistirem.
E o tema é um tema que a gente adora: internet. Me assiste, vai! E manda reply para mim no twitter (@iris_figueiredo)
Quem me ensinou a ver com o coração

Dia desses, revirando as gavetas, minha mãe puxou um envelope com vários papéis. Eram desenhos, cartas e cartões que fiz para ela durante todos esses anos – na igreja, na escola, em casa. Enquanto todas as crianças choramingavam quando precisavam escrever uma redação ou colorir algum exercício, eu fazia isso até em meu tempo livre. E, durante todos esses anos de rabiscos e escritas, minha mãe guardou boa parte deles. Até mesmo papéis onde havia um simples “eu te amo”, um “eu te amo” que ela nunca pode ler.
Parece o presente mais idiota do mundo – recados e desenhos em folhas de papel para alguém que não pode ver nada daquilo. Todas as cartinhas de dia das mães que a escola nos obrigava a escrever, todas as vezes que ela sentou na primeira fila de uma das minhas apresentações de dança ou todos os desenhos de família feliz que lhe entreguei em mãos – e ela nunca viu. Mas não posso dizer que ela não enxergou.
Crescer com uma mãe deficiente visual me ensinou muitas coisas. A maior delas é, na verdade, uma citação de “O pequeno Príncipe”. Citação, aliás, que era a favorita da minha mãe antes mesmo que perdesse a visão: “só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos“.
Ver que minha mãe tinha guardado cada um daqueles “presentes” que lhe dei ao longo dos anos só me fez perceber que ninguém nunca me enxergará como ela. Minha mãe não conhece meu rosto. Ela não sabe como minha franja faz uma volta esquisita ou como meu lábio superior direito sempre levanta mais que o esquerdo quando eu sorrio. Ela não pode ver que temos uma pinta igual no braço direito e nem como a cor amarela me deixa com aparência esquisita. A última imagem visual que ela guarda de mim é de uma menina pequena, loira demais e com os dentes ainda nascendo. Ela não viu os bordados do meu vestido de 15 anos e não sabe como é a ilustração da capa do meu livro. Mas, apesar de não me ver há anos, ela me enxerga todos os dias.
Minha mãe senta na beira da minha cama e faz massagem nos meus pés quando estou triste. Ela sabe quando estou mentindo só de escutar minha voz. E sabe a hora exata de abrir a porta do meu quarto com uma surpresa comestível numa tarde de sábado, quando passei todo o tempo com a cara enfiada no computador fazendo algum trabalho da faculdade.
Ela sentiu cada uma das minhas apresentações de dança, tocou meu livro e o cheirou, e viu em cada um dos meus desenhos não os traços desastrados feitos com lápis de cor, mas o sentimento que havia em cada um deles. O que ela não viu com os olhos, ela enxergou com o coração.
Minha mãe é a mulher mais incrível que um dia irei conhecer. Mesmo que me dê sermões, mesmo quando diz não e mesmo quando me manda seguir o caminho oposto àquele que eu pretendia. Ela me ensinou que não importa o que os olhos veem – ou deixam de ver -, mas sim como seu coração aceita cada pequeno presente que a vida entrega em suas mãos. Seus olhos podem ser perfeitos, mas de nada vale se seu coração não estiver pronto para receber o que eles veem. Você pode não enxergar com os olhos, mas nunca ser cego de coração.
Por ela eu daria meus olhos – afinal, é através das minhas descrições que ela enxerga boa parte do mundo -, mas eu queria dar muito mais. Para minha mãe, dou meu melhor, mesmo que esse melhor esteja muito aquém do que ela merece. E por mais que todas as circunstâncias sejam desfavoráveis, eu sei que só há um lugar para onde sempre posso voltar – o coração dela.
Para a mulher que me ensinou que não se vê com os olhos, mas com o coração, eu desejo que todos os dias sejam o dia dela. Que, mesmo em guerra, haja trégua e abraços e a verdade. E que ela nunca duvide o quanto eu a amo.
No limite da atração – Katie McGarry

No limite da atração foi um livro que me surpreendeu muito – e positivamente. Não sei se foi por ter começado sem nenhuma expectativa ou esperar algo completamente diferente, mas Katie McGarry me ganhou com sua história. Ou melhor, com a história de amor entre Noah e Echo, dois jovens problemáticos que juntos encontram novamente a melhor parte de cada um, escondida por trás das cicatrizes que a vida os deu em tão pouco tempo.
Lançado pela Editora Verus, o livro foi muito comparado à Belo Desastre – também lançado pela Verus. Se você me perguntar, não sei exatamente por qual motivo resolvi ler No limite da atração, talvez para saber se o livro era realmente parecido com aquele que o comparavam (livro que não gostei, aliás). Mas, tirando “personagens problemáticos”, os dois livros são diferentes e seguem rumos opostos. Continue lendo
A probabilidade estatística do amor à primeira vista – Jennifer E. Smith
Um atraso de quatro minutos faz Hadley perder o avião para Londres. Ela está indo para o velho continente pela primeira vez, mas não é para uma viagem de férias. Sua viagem tem um motivo especial – ou não tão especial assim, depende do ponto de vista. Seu pai irá se casar pela segunda vez, mas tudo que ela queria era que esse casamento não acontecesse ou, no mínimo, ela não fosse obrigada a atravessar o oceano para ver seu pai ser feliz ao lado de outra mulher que não é sua mãe.
O que ela não precisava era ter que esperar horas até o próximo voo para a capital inglesa – o que a fará chegar muito atrasada no casamento e provavelmente ouvir um sermão de seu pai. Mas há males que vem para o bem e seu vizinho de poltrona é um universitário lindo e com sotaque inglês. Oliver lhe faz companhia durante a viagem e talvez faça Hadley acreditar em amor – especialmente à primeira vista. Continue lendo
#Coverflip: e se fosse escrito por uma mulher?

E se Fahrenheit 451 fosse escrito por uma mulher?
(a capa original é sempre a primeira)
Sigo muitos autores estrangeiros de YA no twitter. Eles sempre me dão boas pautas aqui pro blog (tipo YA Saves e Sick-Lit), pois estão sempre discutindo algum assunto relevante sobre literatura jovem. Quem não tem medo de ser feliz e vive trazendo discussões muito boas para a internet é a Maureen Johson, autora de Treze Pequenos Envelopes Azuis (publicado no Brasil pela Editora Underworld). Hoje passei o dia vendo tweets com a hashtag #Coverflip, mas deixei para conferir o que quer que fosse isso assim que chegasse em casa.
Antes de tudo, eu acho que se você se interessa por YA (ou só quer gente interessante na sua timeline), você precisa seguir a @maureenjohson no twitter. Além de divertida, ela comenta muitas curiosidades sobre livros jovem adulto, traz discussões legais… Enfim, ela é demais. Mesmo que você não tenha lido nada dela, vai virar fã dela por causa do twitter. Sério. Continue lendo
Playlist: vai ficar tudo bem :)
Tem aqueles dias que você acorda achando que nada vai dar certo ou que ninguém está ali por você? Acho que, de vez em quando, todo mundo se sente um pouco assim. Mas eu gosto de pensar que, mesmo nas situações mais difíceis, há sempre aquela luzinha no fim do túnel nos mostrando que tudo vai dar certo e que sempre há alguém com a gente.
Essa playlist é para esses dias, com letras que sempre me fazem lembrar que no final, vai ficar tudo bem – e que sempre tem alguém para segurar sua mão.






