A Culpa é das Estrelas – John Green
Os pulmões de Hazel não funcionam muito bem como pulmões. Ela foi diagnosticada com câncer nos pulmões há um tempo e sabe que sua sentença de morte está, basicamente, assinada. Mas Hazel não se importa, pois viver é um efeito colateral de se estar morrendo. Seu tumor diminuiu com ajuda de remédios, mas é questão de tempo até que ela parta.
Até que ela conhece Augustus Waters, um menino bonito, simpático, divertido e que está no mesmo grupo de apoio para crianças com câncer que sua mãe a obriga a frequentar. E, repetindo a sinopse oficial, “juntos os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas” – porque alguns infinitos são maiores que outros.
Como afastar seus sentimentos de um livro que é sobre sentimentos? Não dá. Eu vou usar uma citação da Hazel para começar a resenha:
Meu livro favorito era, de longe, “Uma aflição imperial”, mas eu não gostava de falar dele. Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como “Uma aflição imperial”, do qual você não consegue falar – livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição.





