Sobre mim

Meu nome é Iris, tenho 21 anos e sou autora dos livros Confissões on-line e Dividindo Mel. Sou estudante de Comunicação Social, trabalho com livros e adoro falar sobre música, literatura e comportamento.

Confissões on-line

Confissões on-line é meu segundo livro e será lançado em novembro de 2013. Saiba mais

Adicione no Skoob e Goodreads.

Agenda – 2014

Em 2014 farei eventos para lançar meu livro em várias cidades do Brasil. Os eventos abaixo já foram marcados, fique de olho para saber se sua cidade terá um evento.

22/03. Curitiba
Livrarias Curitiba - Shopping Palladium
Horário: 10h00 (Dez da manhã)

25/04. São Paulo
Saraiva - Paulista

10/05. Recife
Saraiva - Shopping Rio Mar

Quer um evento na sua cidade? Entre em contato com a @Generale_ED e peça evento na sua cidade!

Dividindo Mel

Dividindo Mel é meu primeiro livro e foi lançado em dezembro de 2011. Saiba mais.

Adicione no Skoob e Goodreads.

Instagram

Siga no instagram: @irisfigueiredo

Arquivos: 20/05/2012

Por isso a gente acabou – Daniel Handler

Certos relacionamentos tem fim trágicos e ficam com aquele aspecto inacabado. As lembranças, que antes eram tão vivas, vão parar em uma caixa de memórias idiotas com ingressos de cinema, papéis de bala, bilhetes e coisas que não significam nada para ninguém além de você. Por isso a gente acabou é sobre essas lembranças, essas caixas que guardam mais que objetos sem sentido, mas sentimentos – o feeling – e a memória de algo que foi ou poderia ter sido. É isso que Min compartilha conosco na carta que escreve para Ed, seu ex-namorado. A carta que vai junto com a caixa, a caixa que guarda todas as lembranças e histórias que fazem Min lembrar de seu relacionamento fadado ao fracasso, porque ele era cocapitão do time de basquete e ela era “diferente” e “das artes”.
Estou escrevendo, nesta carta, toda a verdade sobre o que aconteceu. E a verdade é que, porra, eu te amei demais. (Página 10)

Por isso a gente acabou é um daqueles livros difíceis de falar sobre, porque eu acho – na verdade, tenho certeza – que a Min é a personagem mais parecida comigo que já tive contato até hoje. Não, eu não sou cinéfila como a Min, mas acho que até isso dá para adaptar para algo que se pareça comigo, pois a obsessão da Min em falar de cinema a toda hora e comparar tudo ao cinema pode ser comparada à minha obsessão por livros, porque eu sempre comparo tudo com livros. E a Min é real. Daquele jeito real que chega a irritar, porque eu passei o livro inteiro mandando a Min parar de falar daquele jeito que ela falava, parar de pensar o que ela pensava, porque era irritantemente parecido com meu modo de falar, pensar e, às vezes, até agir. Por mais errado que fosse em certos aspectos, eu me identifiquei com a Min. Me identifiquei de um jeito tão forte que, ao final do livro, eu estava com lágrimas nos olhos porque era muito “ai meu Deus, eu entendo. Eu sei como é, Min”. E eu acho que a gente se daria muito bem.

O mundo entrou nos eixos de novo, o sorriso é por isso. Eu te amava e aqui vão as suas coisas, para longe da minha vida onde você deve ficar, o sorriso é por isso. (Página 12)

Eu já vi gente falando que a Min não parece uma menina de 16 anos, que ela é madura demais, bla bla bla. Talvez eu fosse uma menina de 16 anos muito irritante e diferente, mas eu aos 16 era como a Min. Ela é boba, apaixonada, ingênua… Só que, ao invés de se preocupar com sapatos, se interessa por filmes. É porque, por mais que o Ed esteja errado, ele está certo ao dizer que a Min é “diferente”. E eu gostei dela exatamente porque, mesmo sendo igual, ela era ela mesma, mesmo que ser ela mesma significasse ser alvo de chacotas em alguns momentos, não se encaixar em outros.
O livro tem ilustrações lindas de cada objeto que tem dentro da caixa. Elas são coloridas e completam a experiência de leitura, porque é como se aquele texto não pudesse existir sem elas, como se fossem um só corpo. E o livro tem tantas citações lindas…
E o Ed? Ele é só alguém que não sabia lidar com aquele tipo de coisa, mas que provavelmente aprendeu muito com a Min. Eles dois aprenderam muito, só que para isso eles precisaram sair com corações partidos. Existe culpa, mas é como se os dois soubessem que nada daquilo daria certo, mas ainda assim estavam tentando – e talvez isso que valha mais no “amor” que eles sentiram em algum momento: a tentativa.
Esse livro não é exatamente sobre o momento, o motivo final que fez os dois terminaram, mas sobre as pequenas coisas que fizeram que eles chegassem até lá. E esse livro me trouxe, como a Min chamaria, várias imagens indeléveis à memória.
Entre os livros que falam sobre relacionamento, é esse que achei o mais real de todos. Quando eu vou pensar no que dizer sobre ele eu só fico “esse livro, nossa, nossa, esse livro, nossa” – porque eu realmente não sei explicar o quão lindo ele é, o quanto ele mexeu de um jeito inexplicável comigo. E então eu terminei, olhando a última página, com a ilustração da mesa da cafeteria com a xícara quebrada e eu só pensei em todas as experiências e lembranças que esse livro remexeu.

Eu amo, sinto falta, odeio ter que devolver, essa coisa complicada, foi por isso que a gente ficou junto. (Página 150)

Ele é lindo, é mágico, dói e faz sorrir, tudo ao mesmo tempo. Mexe com memórias tristes e boas, porque é disso que relacionamentos são feitos. Ele fala sobre amor adolescente, talvez não do jeito típico, mas de um jeito que parece verdadeiro, puro. Ed e Min foram um casal que viveu intensamente esse romance adolescente, tão rápido e tão profundo, mas de um jeito que talvez muitos não viverão em uma vida.
O que mais eu posso dizer? Eu amei esse livro. A escrita do Handler é mágica, é como se você estivesse dentro da cabeça da Min e sentindo o mesmo que ela. As coisas se encaixam, se arrumam e ele narra com muito sentimento. As ilustrações da Maira Kalman são complementares ao livro.
Se eu posso dizer mais alguma coisa é: leiam, leiam, leiam, leiam. Eu acabei de ler e já estou com saudades, pensando se posso ler mais uma vez. Não sei se vai agradar a todos, mas me fez tão bem lê-lo e, com certeza, está na lista de melhores do ano. Eu amei esse livro pelos detalhes, em como eles aconteceram e em como ele entrou meio sem querer na minha vida e se transformou em um livro que eu não sei mais como descrever. Se for para dizer a verdade, acho que esse entrou para minha lista de preferidos para a vida.

Uma herança de amor – Lycia Barros

O pai de Amanda morreu quando ela era criança, sua mãe era alcoólatra. Sua avó materna fez o papel de mãe até sua morte, quando Amanda fez 23 anos de idade. Durante sua adolescência, ela viveu uma fase conturbada, exatamente pela ausência da mãe. Quando a avó morre e ela se vê sozinha no mundo, precisa lidar com o último pedido: para herdar sua herança, ela precisa ir até a casa onde sua mãe mora e revê-la após tantos anos.
Dilemas familiares são o carro chefe do mais recente romance de Lycia Barros. De fazer suspirar e deixar as pernas bambas com tantas cenas fofas, Uma herança de amor se tornou um dos meus preferidos da Lycia, que já é uma das autoras nacionais que eu mais gosto. A Lycia escreve ficção cristã, mas é do tipo que qualquer um pode ler, porque ela não tenta empurrar isso para as pessoas, é apenas uma característica dos personagens – e isso, logicamente, guia algumas de suas atitudes, mas eles não tentam ser “perfeitos”, eles são humanos e fazem coisas certas e erradas, o que os diferencia é que eles tentam evitar as coisas que eles sabem que, dentro da fé deles, não é correta

O livro fala sobre perdão e recomeços, mas também tem uma história de amor linda e com cenas muito fofas e engraçadas. É impossível não torcer pelo casal principal ou não torcer para que as coisas entre Amanda e sua mãe se resolvam.
Além disso, a história tem personagens fofíssimos. A minha preferida é a meia-irmã da Amanda, a Ivy. Ela é muito fofa e esperta, uma das que mais dão “empurrõezinhos” para a história acontecer. Mas o livro também é repleto de lições lindas sobre recomeços e tem muitas reviravoltas. Estou louca pela continuação, porque vai ter.
O Adam é um cara tão puro e genuinamente bom… Não do tipo perfeito, porque ele é bronco e todo atrapalhado, mas sim do tipo gente de verdade. E ainda tem um irmão gêmeo! Mas, apesar de bonitão como Adam, Rafael é bem alheio ao romance, mas tudo tem uma explicação no livro. O legal é que todos os personagens tem um background emocional.
As coisas que não gostei foram bem pontuais, achei que em alguns pontos a história tem uma queda de ritmo, mas nada muito significativo, porque no geral se sustenta muito bem. Dá para notar um amadurecimento muito grande na escrita da Lycia e o livro ficou empatado para mim com Entre a mente e o coração. Ainda não decidi qual é o melhor!
Eu recomendo os livros da Lycia no geral. São uma literatura muito boa e gostosa, e não se assuste com o fato de ser “ficção cristã”, porque é para todas as pessoas. É uma lição de vida muito bonita e bem escrita.