Daily Archives: 17/02/2012

Pontos de vista e experiências de leitura!

Estou lendo Silêncio, da Becca Fitzpatrick, terceiro volume da série “Hush, Hush“. A história é muito legal e até que a Becca escreve bem, mas, mais uma vez, eu me deparo com o meu grande problema com a série: Nora Grey.
Então você me pergunta: se essa é a história da Nora e é contada por ela, porque eu continuo lendo? Eu gosto da história, eu gosto da mitologia e o primeiro livro foi muito legal e a Nora quase não aparentava ser tão chata – ela tinha suas crises de adolescente frustrada, mas ainda assim… Então veio Crescendo e a coisa desandou. Eu não ia ler Silêncio, mas como todo mundo falou que estava muito legal, lá fui eu me aventurar. Mais uma vez eu me pergunto por quê eu faço isso comigo, quando eu já sei que vou me irritar com uma personagem, mas resolvi me jogar de cabeça.

E agora, enquanto leio, eu estou pensando: “essa história seria tão mais legal se não fosse narrada pela Nora!”, porque o livro é legal e divertido. Mas a Nora é chata e ela me impede de ver o resto.
Não vou falar mais de Silêncio porque explicarei tudo direitinho na resenha, mas o quue eu gostaria de perguntar é se isso já aconteceu com vocês alguma vez… De vez em quando, eu tenho vontade de abandonar livros por causa dos seus narradores ou das atitudes de seus personagens, ou eu acho que me encantaria muito mais com a história se ela fosse contada de outra forma.
Eu só estou comentando a respeito de Silêncio porque é a leitura da vez e, quando leio os prólogos da série, narrados em terceira pessoa, fico pensando: “a Becca narra de uma forma tão legal e a gente ainda é poupado dos pensamentos da Nora, porque não faz assim com o livro inteiro?”.
De vez em quando eu acho que boa parte das mocinhas se apoderou de uma síndrome de Bella Swan. Questiona demais, mas não de um jeito legal. Sabe quando você está lendo uma cena e pensa “pare de perguntar e faça logo, antes que você morra”? Isso me ocorreu diversas vezes durante o livro, porque eu só conseguia pensar em como ele seria melhor se fosse narrado de outro jeito. O ponto de vista faz uma diferença enorme no texto e pode ajudar a melhorá-lo ou estragar algo que poderia ser legal – e esse é um dos exemplos.
Agora, vamos pensar o contrário… Se Jogos Vorazes (ok, prometo que não vou me empolgar demais falando disso) não fosse narrado pela Katniss, ele perderia metade da graça. A história seria boa e nós teríamos a vantagem de vermos outros pontos de vista durante os jogos, mas perderíamos uma das coisas que eu acho mais importante na história: os sentimentos de Katniss em relação ao que está acontecendo. Esse é um dos pontos altos do livro na minha opinião, e a história perderia muito de sua essência.
E além do ponto de vista ser muito importante para moldar o perfil de um livro, acho que nada seria igual sem a identificação com os personagens. Livro é experiência pessoal e existem personagens que a gente se identifica mais que outros, assim como situações. Quem É Você, Alasca? é o queridinho de muita gente, mas apesar de gostar do livro e saber que o John Green escreve bem, não consigo me jogar de cabeça na situação inteira por causa da Alaska.
No fim das contas, não quero chegar a conclusão alguma. Eu só queria dizer o quanto é engraçado como as experiências de leitura de cada pessoa são diferentes entre si. Enquanto para alguns a narrativa em primeira pessoa e os devaneios da Nora funcionam muito bem, para mim só tornam irritante algo que eu acharia muito mais legal se fosse escrito de outra forma. Já outros livros teriam um apelo diferente se fossem narrados por um narrador observador e há aqueles que se baseiam em experiências de vida para completarem sua leitura e torná-la mais marcante.
Algum livro já irritou vocês por algum dos motivos que eu citei? Existe algum livro que todo mundo amou e você não gostou porque achou que a experiência ia ser diferente? Ou tem aquele que você gostaria que fosse narrado de outra forma?

Meu nome é Iris Figueiredo, tenho 21 anos e me formei em Comunicação Social pela UFRJ. Sou autora dos livros Confissões On-Line e Dividindo Mel. Além dos livros, também sou apaixonada por músicas, filmes e viagens. Esse é um espaço criado para compartilhar um pouco sobre tudo isso. Saiba mais.


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Confissões on-line

"Confissões on-line" é meu segundo livro e foi lançado em novembro de 2013. Saiba mais

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"Dividindo Mel" é meu primeiro livro e foi lançado em dezembro de 2011. Saiba mais
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