Sobre mim

Meu nome é Iris, tenho 21 anos e sou autora dos livros Confissões on-line e Dividindo Mel. Sou estudante de Comunicação Social, trabalho com livros e adoro falar sobre música, literatura e comportamento.

Confissões on-line

Confissões on-line é meu segundo livro e será lançado em novembro de 2013. Saiba mais

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Agenda – 2014

Em 2014 farei eventos para lançar meu livro em várias cidades do Brasil. Os eventos abaixo já foram marcados, fique de olho para saber se sua cidade terá um evento.

22/03. Curitiba
Livrarias Curitiba - Shopping Palladium
Horário: 10h00 (Dez da manhã)

25/04. São Paulo
Saraiva - Paulista

10/05. Recife
Saraiva - Shopping Rio Mar

Quer um evento na sua cidade? Entre em contato com a @Generale_ED e peça evento na sua cidade!

Dividindo Mel

Dividindo Mel é meu primeiro livro e foi lançado em dezembro de 2011. Saiba mais.

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Instagram

Siga no instagram: @irisfigueiredo

Arquivos: 29/12/2011

O Hipnotista – Lars Kepler

Lars Kepler é o pseudônimo usado pelo casal sueco Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. Os escritores possuem outros livros escritos individualmente, mas juntos escreveram dois romances policiais com o detetive Joona Linna como protagonista. O Hipnotista é um desses dois livros.
Com uma linguagem prática e narrativa focada nos diálogos e imediatismo, “O Hipnotista” nos mostra uma família que foi massacrada em Estocolmo de forma cruel. Só há uma testemunha do crime que sobreviveu, que é o filho de 15 anos, que está em estado de choque após o crime. Como só ele pode ajudar a prender o assassino, o detetive Joona Linna pede ajuda de Erik Maria Bark, especialista em hipnose, para que ele hipnotize o menino e encontre algo que possa ajudar a prender o assassino. Longe do trabalho de hipnose há anos, Bark hesita em aceitar o pedido, mas acaba cedendo. Ele não imaginaria, porém, que aquela hipnose traria graves consequências para ele, sua família e todos os envolvidos nessa investigação.
Os autores dos países nórdicos possuem uma tradição em romances policiais. Esse ano, por exemplo, a Islândia foi país homenageado em Frankfurt justamente por seus autores de romances policiais, que vem ganhando destaque com frequência no cenário internacional. A dupla sueca segue a corrente de seus conterrâneos e assina esse romance policial que foi publicado no Brasil pela Editora Intrínseca.
Pelo pouco que li de policiais nórdicos, os crimes que essas obras focam no psicológico dos personagens e em crimes individuais, geralmente motivados por maus tratos, abandono e outros motivos que tenham a ver com formação psicológica dos personagens. Isso me faz pensar que, esses países que sempre figuram no topo da lista de maiores IDH’s do mundo, tem outros índices que os nórdicos precisam combater. Acredito que esse cenário seja, infelizmente, um pouco mais comum em países como a Suécia do que é no Brasil – falando apenas do que conheço através dos livros.
Voltando ao assunto principal, que é o livro, o crime de “O Hipnotista” me chocou pela crueldade e pela situação em que foi exposto, porém o livro não me agradou muito como esperava. Os requintes de crueldade do livro tentam lembrar “O Silêncio dos Inocentes”, como a capa mesmo apregoa, mas não possui a força da história de Hannibal Lecter. Na minha opinião, o livro prende o leitor por ser ágil, mas é só isso.
A narrativa me incomodou muito, pois tive a impressão de ler um roteiro. Os gestos dos personagens são descritos de forma mecânica, no presente, como se fossem ações a serem executadas pelo ator que está estudando o script. Há muitos diálogos e isso torna o livro distante, não traz o ponto central da trama para perto do leitor.
O Hipnotista é um livro para se ler rapidamente, mas por ser muito visual funcionaria infinitamente melhor como filme do que como livro.