Daily Archives: 17/10/2011

Julgando Pela Capa: Se Você Me Visse Agora

Elizabeth Egan não tem tempo para amigos e muito menos para a imaginação fértil do sobrinho Luke. O menino de seis anos acaba de conhecer Ivan, um amigo imaginário. Ao notar que Elizabeth às vezes pode ouvi-lo e sentir que está por perto, Ivan resolve conhecê-la melhor e, a partir daí, começa a aparecer frequentemente em sua vida, levando-a a sair de seu ritmo normal e retilíneo. Autora de P.S. Eu te amo, que foi adaptado para o cinema, Cecelia Ahern constrói, mais uma vez, uma trama cheia de momentos surpreendentes.

Não sou a pessoa mais disciplinada com memes. Eu já tive essa “coluna” aqui no blog umas duas vezes no ano passado (quem lembra?), mas pela minha falta de disciplina, a coisa toda não foi para frente. É mais ou menos um “capas pelo mundo”, mas é diferente um pouquinho. E a coluna de capas temáticas volta em breve! Estou preparando os próximos posts dessa “série”. O livro que “julgaremos” hoje é um dos meus preferidos: “Se Você Me Visse Agora” da Cecelia Ahern. Antes de continuar lendo o post, confira minha resenha.

A história de “Se Você Me Visse Agora” tem um ar de infância, imaginação e um monte de coisas puras. É um pouco sobre relaxar, ignorar alguns problemas e ser mais feliz. A capa brasileira passa esse sentimento com louvor. Gosto das cores, adoro o rolinho de tinta e a imagem do Ivan de pernas para o ar. Me lembra muito a felicidade que senti ao iniciar esse livro. Mas vamos ver como os outros países trataram esse livro?

Irlanda

A Irlanda é o país que tem mais versões desse livro, pois além de Cecelia Ahern ser irlandesa, foi publicado primeiramente por lá.
Vamos por partes… Eu também tenho essa capa irlandesa ao lado na estante. Não é aquela capa que você olha e pensa “que linda”, mas gosto muito dela. Ao vivo, ela é um pouco cintilante e ela sempre me passa uma sensação de leveza e liberdade, coisas que Elizabeth adquire com o decorrer do livro. Gosto também dos pontinhos coloridos e do rosa com o marrom.
Acho fofíssima e passa o clima do livro, mesmo sem parecer de cara!

Já a primeira capa que o livro teve foi a capa ao lado. A mulher de vermelho correndo em meio a um campo de flores tem tudo a ver com a sensação que o livro passa durante a leitura: leveza, liberdade e um quê sonhador. Eu até gosto um pouco da escolha da imagem, mas a montagem ficou um pouco artificial e a área onde está o nome da autora é extremamente brilhante. Não sei bem o que não me agrada nela, mas apesar de ser apaixonada pela ideia central, olho para a capa e não consigo gostar do conjunto. Se fosse apenas pela capa, não leria o livro.

Essa capa é tão fofa! Ela é relativamente parecida com a primeira, mas tem muita coisa que a deixa diferente. Apesar de ser fofíssima, não passa exatamente o clima do livro por causa de alguns itens. Mas ela é simplesmente linda! Gosto das cores, acho tudo bem delicado. Adoro capas com fundo branco, embora quase não usem. A combinação com o rosa e o ocre (que podia ser meio douradinho ao vivo, para ficar mais bonito ainda) dão um tom muito meigo a capa.
Bom, acho que fui injusta… Pode não ser a capa perfeita para essa história, mas passa sim um pouco dessa atmosfera mágica que “Se Você Me Visse Agora” tem e transmite ao leitor.

Portugal

Os portugueses fizeram uma capa linda, apesar de ser bem emotiva e faltarem cores vibrantes. Todas as vezes que me lembro desse livro, lembro do início, de campos verdes e da leveza que o Ivan passa para quem o conhece e essa capa não me passa nada disso.
A capa portuguesa me lembra abandono e solidão, acho um pouco triste – e sim, o livro tem esse tom triste em alguns pontos, mas gostaria que isso ficasse para a leitura e não para a capa. Porém, ao olhar para essa capa, tenho certeza que ficaria intrigada e compraria o livro, mas esperando outro tipo de leitura.

Estados Unidos

Está aí: essa capa tem os elementos que remetem a história, mas não funciona de jeito nenhum. Acho feia, amadora e apesar de achar a ideia adorável, acho o resultado sofrível.
O campo verde e as flores voando tem tudo a ver, mas não gostei da escolha da imagem e achei as cores muito saturadas. Eu gosto tanto desse livro que chego a ficar triste toda vez que vejo essa capa – acho que só a primeira capa irlandesa consegue superar essa em sentido negativo. Se bem que… É, vocês vão ver depois.

Turquia

Não falei que havia capa pior? É muito difícil gostar de alguma capa turca, simplesmente porque todas que vi até hoje eram estranhas. Acho que estou criando um preconceito contra os turcos e seus capistas!
Além da moça na imagem não ser parecida com a Elizabeth que imagino, a montagem é muito mal feita. Olha só o gramado debaixo do braço dela e o péssimo tratamento entre a imagem dela e do céu? Apesar de ter o dente de leão, que é um forte ícone na história, ficou estranho. Acho que seria melhor se só houvesse o dente de leão e o céu. Não compraria, achei feiosa.

Itália

Geralmente tenho um caso de amor com as capas italianas e essa é maravilhosa. Apesar de não haver muito contraste entre as cores e ser bem simples, é uma das que melhores remetem à história e atmosfera do livro, mesmo sem parecer que remete e sem contar nadinha na capa.
Você sabe que é um romance, você sabe que é cheio de frescor e tem esse sopro de leveza. Olha só como essa capa é boa, passa um monte de coisas mesmo em sua simplicidade.

França

A capa francesa tem a Elizabeth, o Ivan e o Luke, tem cores que eu gosto (azul e rosa) e usa ilustrações, outro fator que eu gosto. Mas eu não gostei da capa, parece um pouco de livros de auto ajuda e se não houvesse o título ali, imaginaria que o nome do livro era “Como criar seu filho após a morte do pai” ou algo parecido. Me diz se o Ivan não parece um fantasma e se não é a cara das capas de títulos como “Deixe o homem aos seus pés” ou “Cuidado! Seu príncipe pode ser uma Cinderela”. Nesse nível. Não compraria por essa capa…

Alemanha

A Alemanha tem outra capa para esse livro além dessa, mas gosto dela por ser simples e direta. O azul é sempre uma cor que me passa tranquilidade e paz, ainda mais em conjunto com o verde e o branco. O dente de leão ao vento só vem para reforçar essa ideia, além de trazer um pouquinho de referência à liberdade, sonhos e outras coisas boas, exatamente como o livro é. Não é uma capa maravilhosa, mas é tão meiga, simples… Eu com certeza pegaria na estante da livraria para dar uma olhada na sinopse caso cruzasse com ela por aí.

Polônia

Eu até gosto das cores, mas não gostei da disposição dos elementos. Além disso, achei essa imagem que escolheram do dente de leão bem “pobrinha”, oprimida, muito “organizada”, “centralizada”, quebrando aquela noção de liberdade e sonhos que a mesma flor ganhou nas outras capas.
Tá vendo como o posicionamento de um objeto pode mudar sua noção sobre uma coisa? Porque é a mesma flor, mas só de olhar para ela eu fico meio triste. Sumiram todos os “dentes” e ela está tão estática. Não curti essa capa, apesar de ter gostado das cores que usaram.

Existem muito mais capas desse livro espalhadas por aí (olha aqui), mas não tem como avaliar todas de uma vez. O que vocês acharam do post? Comentem dizendo se querem mais posts da coluna e qual dessas capas faria você comprar o livro de cara ou qual te afastaria! Quero saber tudo.

Meu nome é Iris Figueiredo, tenho 21 anos e me formei em Comunicação Social pela UFRJ. Sou autora dos livros Confissões On-Line e Dividindo Mel. Além dos livros, também sou apaixonada por músicas, filmes e viagens. Esse é um espaço criado para compartilhar um pouco sobre tudo isso. Saiba mais.


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"Confissões on-line" é meu segundo livro e foi lançado em novembro de 2013. Saiba mais

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"Dividindo Mel" é meu primeiro livro e foi lançado em dezembro de 2011. Saiba mais
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