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Ahmnat: Os Amores da Morte – Julien De Lucca

A Morte e o Destino fizeram uma aposta: esse é o enredo de “Ahmnat – Os Amores da Morte”, romance de Julien de Lucca lançado pela Editora Gutenberg. Uma nova aposta da liteatura nacional, o autor promete angariar fãs de literatura fantástica.
Ahmnat era uma menina egípcia que, após enfrentar uma curta existência cheia de tribulações, é transformada em morte por aquele que ela chama de Maldito. Agora ela tem o controle da vida dos mortais em mãos: decide quando e como eles morrem. Porém, Destino não está satisfeito com a reviravolta que Ahmnat deu nos planos que ele tinha para ela e propõe uma aposta: ele vai colocar dez mortais no mundo e escrever o destino deles de forma que eles chamem atenção de Ahmnat. Caso ela se apaixone por algum deles, volta a ser mortal e Destino pode reescrever sua vida.

Não quero revelar mais sobre o enredo porque isso é mais que o suficiente para que o leitor se situe na história. A partir daí, nós atravessamos milênios e conhecemos a saga de Ahmnat e seus amores, os amores da Morte.
Misturando mitologia egípcia com mitologia cristã e invenções do próprio autor, o primeiro volume da saga “Ahmnat” é surpreendente. Nós viajamos pela História juntamente com Morte. As soluções inventadas pelo autor são muito boas, misturando realidade e ficção e colocando sua protagonista como causa de muitos acontecimentos que hoje são parte de nossa História.
É interessante como o autor dialoga com personagens cristãos sem coloca-los em negação – apesar de alguns comentários poderem incomodar algumas pessoas. Gostei da forma como ele mexe com esses personagens para serem participantes em sua história, de um modo muito inteligente e sagaz.
A ideia do livro é muito bem utilizada e melhor ainda é vermos personagens históricos inseridos como os amores de Ahmnat. Pescar as pistas e tentar descobrir quem é o próximo amor da Morte é interessante, curioso e divertidíssimo. A base de pesquisa do livro é muito bem feita e o enredo foi habilmente amarrado.
Os dois primeiros capítulos são muito longos e um pouco cansativos. Cada capítulo tem mais de 30 páginas, o que pode incomodar aqueles que gostam de interromper a leitura apenas ao finalizar um capítulo. Além disso, os diálogos iniciais são bem explicativos e a história demora um pouquinho a desenrolar… A maioria das conversas no início do livro são de pessoas explicando à Morte as coisas que aconteceram com ela e eu estava com muito receio de que o livro continuasse assim, pois fiquei com medo de uma boa ideia se perder. Mas esse medo logo foi derrubado, pois quando a história desenrola, ela segue em um ritmo muito bom.
A escrita do autor é rica e sua bagagem cultural também. Nós sabemos quando nos deparamos com um livro que teve uma boa base de pesquisas, mas aquilo não foi usado levianamente. Esse é um desses livros, onde o autor tem trabalho ao posicionar seu mundo, mas não atola o leitor de informações desnecessárias.
Algumas cenas são pesadas e não recomendo o livro para leitores muito jovens. Porém, é uma fantasia tão bem criada que os admiradores desse tipo de literatura podem ter certeza que é uma leitura obrigatória. Acho que leitores a partir dos dezoito anos vão apreciar muito mais a leitura que leitores mais jovens, pois conseguirão captar todas as nuances e referências usadas no decorrer da obra.
O final do livro é surpreendente, embora eu desconfiasse de algumas coisas gostei como foi colocado. Mal posso esperar pelo segundo volume de Ahmnat – sim, é uma série! O próximo livro promete muita coisa boa e, se seguir o padrão do primeiro, não tenho dúvidas que será excelente.
Para os que não sabem, Ahmnat é um livro nacional. Mais um exemplo de literatura brasileira de qualidade e com um futuro promissor pela frente. No último mês li muitos livros nacionais que superaram estrangeiros em qualidade (e alguns livros nacionais que deixaram a desejar). Isso prova que literatura não tem nacionalidade: autor bom ou ruim existe em qualquer canto do planeta, então devemos nos despir de preconceitos literários relacionados à nacionalidade. Ahmnat é um livro universal – literalmente.
Preciso dizer que é recomendado?

Resultado "Não Sou Este Tipo de Garota"

Eu sei que estou atrasada em postar essa promoção, mas como as coisas estão BEM corridas, só consegui fazer isso hoje. Vocês me perdoam? Só computei as participações até o dia 25 de outubro. O vencedor deve enviar seu endereço para literalmentefalando@live.com
Ainda tem promoção de Terrível Encanto rolando… E é kit, gente. E o kit é lindo! LINDO! Participem :)
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Quem somos

Iris e Olívia são profissionais da área de Comunicação e melhores amigas. Apaixonadas por cultura pop, resolveram se unir para reformular o Literalmente Falando.

 

Converse com elas no @irismfigueiredo e @oliviapilar.

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