Monthly Archives: October 2011

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Ahmnat: Os Amores da Morte – Julien De Lucca

A Morte e o Destino fizeram uma aposta: esse é o enredo de “Ahmnat – Os Amores da Morte”, romance de Julien de Lucca lançado pela Editora Gutenberg. Uma nova aposta da liteatura nacional, o autor promete angariar fãs de literatura fantástica.
Ahmnat era uma menina egípcia que, após enfrentar uma curta existência cheia de tribulações, é transformada em morte por aquele que ela chama de Maldito. Agora ela tem o controle da vida dos mortais em mãos: decide quando e como eles morrem. Porém, Destino não está satisfeito com a reviravolta que Ahmnat deu nos planos que ele tinha para ela e propõe uma aposta: ele vai colocar dez mortais no mundo e escrever o destino deles de forma que eles chamem atenção de Ahmnat. Caso ela se apaixone por algum deles, volta a ser mortal e Destino pode reescrever sua vida.

Não quero revelar mais sobre o enredo porque isso é mais que o suficiente para que o leitor se situe na história. A partir daí, nós atravessamos milênios e conhecemos a saga de Ahmnat e seus amores, os amores da Morte.
Misturando mitologia egípcia com mitologia cristã e invenções do próprio autor, o primeiro volume da saga “Ahmnat” é surpreendente. Nós viajamos pela História juntamente com Morte. As soluções inventadas pelo autor são muito boas, misturando realidade e ficção e colocando sua protagonista como causa de muitos acontecimentos que hoje são parte de nossa História.
É interessante como o autor dialoga com personagens cristãos sem coloca-los em negação – apesar de alguns comentários poderem incomodar algumas pessoas. Gostei da forma como ele mexe com esses personagens para serem participantes em sua história, de um modo muito inteligente e sagaz.
A ideia do livro é muito bem utilizada e melhor ainda é vermos personagens históricos inseridos como os amores de Ahmnat. Pescar as pistas e tentar descobrir quem é o próximo amor da Morte é interessante, curioso e divertidíssimo. A base de pesquisa do livro é muito bem feita e o enredo foi habilmente amarrado.
Os dois primeiros capítulos são muito longos e um pouco cansativos. Cada capítulo tem mais de 30 páginas, o que pode incomodar aqueles que gostam de interromper a leitura apenas ao finalizar um capítulo. Além disso, os diálogos iniciais são bem explicativos e a história demora um pouquinho a desenrolar… A maioria das conversas no início do livro são de pessoas explicando à Morte as coisas que aconteceram com ela e eu estava com muito receio de que o livro continuasse assim, pois fiquei com medo de uma boa ideia se perder. Mas esse medo logo foi derrubado, pois quando a história desenrola, ela segue em um ritmo muito bom.
A escrita do autor é rica e sua bagagem cultural também. Nós sabemos quando nos deparamos com um livro que teve uma boa base de pesquisas, mas aquilo não foi usado levianamente. Esse é um desses livros, onde o autor tem trabalho ao posicionar seu mundo, mas não atola o leitor de informações desnecessárias.
Algumas cenas são pesadas e não recomendo o livro para leitores muito jovens. Porém, é uma fantasia tão bem criada que os admiradores desse tipo de literatura podem ter certeza que é uma leitura obrigatória. Acho que leitores a partir dos dezoito anos vão apreciar muito mais a leitura que leitores mais jovens, pois conseguirão captar todas as nuances e referências usadas no decorrer da obra.
O final do livro é surpreendente, embora eu desconfiasse de algumas coisas gostei como foi colocado. Mal posso esperar pelo segundo volume de Ahmnat – sim, é uma série! O próximo livro promete muita coisa boa e, se seguir o padrão do primeiro, não tenho dúvidas que será excelente.
Para os que não sabem, Ahmnat é um livro nacional. Mais um exemplo de literatura brasileira de qualidade e com um futuro promissor pela frente. No último mês li muitos livros nacionais que superaram estrangeiros em qualidade (e alguns livros nacionais que deixaram a desejar). Isso prova que literatura não tem nacionalidade: autor bom ou ruim existe em qualquer canto do planeta, então devemos nos despir de preconceitos literários relacionados à nacionalidade. Ahmnat é um livro universal – literalmente.
Preciso dizer que é recomendado?

Resultado "Não Sou Este Tipo de Garota"

Eu sei que estou atrasada em postar essa promoção, mas como as coisas estão BEM corridas, só consegui fazer isso hoje. Vocês me perdoam? Só computei as participações até o dia 25 de outubro. O vencedor deve enviar seu endereço para literalmentefalando@live.com
Ainda tem promoção de Terrível Encanto rolando… E é kit, gente. E o kit é lindo! LINDO! Participem :)

Feliz Dia Nacional do Livro!

Foto: Agência Estado
Hoje é Dia Nacional do Livro. Sabe por quê? Porque foi no dia 29 de outubro de 1810 que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil e a Biblioteca Nacional (foto) foi fundada. Por esse motivo escolheram o dia 29 de outubro como Dia Nacional do Livro.
Para comemorar esse dia, nada melhor do que comentar alguns autores que vem recebendo muito destaque por aí. Eles são jovens e brasileiríssimos, mas já são best-seller ou promessas da nossa literatura. Apesar de existirem muitos autores brasileiros que não encaram o ofício de escritor com profissionalismo suficiente, esses autores mostram que podem escrever no Brasil e serem exemplo. Os mais “velhos” dessa lista não passam da casa dos 30, mas ainda assim tem bagagem que muita gente de 50 não conseguiu. Feliz Dia Nacional do Livro!

Eduardo Spohr

Eduardo Spohr é carioca e figurinha frequente na lista dos mais vendidos da Revista Veja. Participante do NerdCast, Eduardo publicou “A Batalha do Apocalipse” de forma independente e vendeu mais de 4 mil exemplares divulgando seu trabalho através da internet. Isso chamou atenção da Editora Verus, selo do Grupo Editorial Record, que publicou ABdA em 2010 com uma tiragem inicial igual à de Bernard Cornwell.
Desde então, foram diversas tiragens e atualmente, Eduardo leciona um curso sobre escrita na Faculdade Hélio Alonso (FACHA), no Rio de Janeiro.
Recentemente, Spohr publicou “Filhos do Éden” também pela Verus Editora, no mesmo universo ficcional que “A Batalha do Apocalipse”. Precisa dizer que também virou best-seller?

Livros:

Paula Pimenta

Paula Pimenta é mineirinha de Belo Horizonte e sempre foi apaixonada por livros. Conhecida pelas meninas como a “Meg Cabot brasileira”, a autora americana tem muita influência no modo de escrever de Paula – que é fã de carteirinha da Meg e era dona da comunidade oficial da autora nos tempos de Orkut.
Seu romance “Fazendo meu Filme” foi recusado por muitas editoras – alguns até argumentaram que “adolescente não lê livro grande demais”. Persistente, Paula continuou procurando uma casa para seu “filho” e encontrou a Editora Autêntica. Após esperar dois anos pela publicação do primeiro volume de “Fazendo Meu Filme”, atualmente é a sensação da editora e já vendeu mais de trinta mil livros. A saga de Fani rendeu três livros e o quarto chega às livrarias no ano que vem. Além disso, ainda rendeu uma outra história no mesmo universo ficcional, “Minha Vida Fora de Série”, que já é sucesso e foi lançado na Bienal do Livro.

Livros:

Gustavo Reiz
O niteroiense Gustavo Reiz já foi chamado de “Thalita Rebouças de calças” exatamente por falar para adolescentes – no seu caso, meninos. Seu primeiro livro, “Bate Coração”, começou a ser escrito quando ele tinha apenas 12 anos de idade.
Atualmente Gustavo tem quatro livros publicados pela Editora Rocco e trabalha como roteirista na Rede Record. Ele é o responsável pela versão brasileira da novela Rebelde (que originalmente é argentina e foi adaptada pelos mexicanos em sua versão mais conhecida pelo público, que originou a banda RBD). Ele também foi responsável pela minissérie Sansão e Dalila e diz que tem planos para novos livros em breve!
Livros:

Thalita Rebouças

O nome de Thalita Rebouças está ligado ao sucesso. A carioca é febre entre as adolescentes e transformou leitura em algo “bacana” (palavra que ela mesma usa) para as pré-adolescentes, e não algo chato. Ultrapassando a marca de um milhão de livros vendidos, a carioca beija cada livro que autografa e é só sorrisos. Há dez anos como referência quando o assunto é adolescente, Thalita ficou conhecida através da série “Fala Sério”. Porém, o sucesso não veio de um dia para o outro. Foram muitos dias fazendo propaganda de seu livro nas livrarias e muitos gritos na Bienal até chegar onde chegou. Hoje é publicada pela Editora Rocco, livros publicados em Portugal e direitos de publicação vendidos para outros países além de livros que vão virar filme e peça de teatro. Com muita persistência, tornou-se um dos nomes mais fortes da literatura nacional para o público jovem.

Livros:

Raphael Draccon
Raphael Draccon é best-seller da literatura fantástica e tem livros publicados no Brasil e em Portugal.
Publicado no Brasil pela Editora Leya, Draccon teve um caso especial com um dos seus livros: “Espíritos de Gelo” foi publicado antes em Portugal e só agora será lançado no Brasil. O escritor carioca é formado em cinema e já recebeu até prêmio da Associação Americana de Roteiristas por um roteiro que escreveu no primeiro período da faculdade. Foi o autor mais jovem a assinar com a Editora Planeta, que publicou Dragões de Éter por um tempo.
Seu livro já ultrapassou a marca de 70 mil exemplares vendidos e, além disso, ta
mbém já ocupou o primeiro lugar no site Submarino. Ufa!
Livros:
Esses são apenas alguns autores… Se eu fosse listar mais gente, ia ficar o dia inteiro por aqui. Mas deixo alguns nomes no final do post, como Tammy Luciano, Fernanda França, Leila Rego, Enderson Rafael, Bianca Briones, Carolina Munhóz, Barbara Dewet e muitos outros que estão ganhando cada vez mais destaque como autores. Isso sem citar gente muito boa como André Vianco, cuja adaptação de Os Sete para a televisão estreia em breve. Sem esquecer, claro, de feras como Luís Fernando Veríssimo, Ana Maria Machado e Pedro Bandeira. Mas esses são tão bons que nem precisamos citar!

Feliz dia Nacional do Livro para vocês e espero que em breve eu seja uma dessas jovens autoras que fazem diferença no cenário da literatura nacional – especialmente a literatura jovem. Esses escritores são a prova viva que jovem lê sim e que não o preconceito com nossa literatura é bem menor do que pensam. E que brasileiro dá retorno financeiro à editoras!

Jardim de Escuridão – Bianca Carvalho

Todas as mulheres da família DeWitt tem um dom especial, o de Faith está intimamente ligado às flores. Ela sonha com tipos específicos de flores e com determinadas pessoas, como se essas mesmas flores quisessem passar uma mensagem a alguém. E suas flores nunca erram. Quando, por exemplo, ela sonha com alguém e com uma flor que significa fertilidade, essa pessoa que ela presenteou descobre, dias depois, que realmente está grávida. É uma espécie de premonição, sempre ligada às flores. Porém, seu marido morreu há sete meses em um acidente e nunca mais ela deu ouvidos ao seu jardim.
Assim que sua avó morre, ela deixa uma carta para suas três netas e a primeira a receber essa carta é Faith. A avó de Faith era clarividente e deixa algumas instruções para Faith, que segundo ela podem alterar sua vida. Ao fazer o que sua avó pede em sua carta, Faith conhece Rowan, um milionário maravilhoso que perdeu a irmã há poucos meses, vítima de um serial killer. Junto com Rowan, Faith entra em uma busca amadora para descobrir mais sobre o assassino da irmã dele e acaba descobrindo coisas inimagináveis sobre si mesma.

E quando eu digo inimagináveis… São inimagináveis mesmo! Apesar de trabalhar com diversos clichês, a blogueira Bianca Carvalho consegue segurar o leitor em seu livro de estreia. Com muitos “prós” e pouquíssimos “contras”, ela cria uma história deliciosa de ler, cheia de amor, mistério e sangue (como bem diz o título do blog dela). É um romance no estilo que Bianca gosta de ler, mas a escrita dela é muito bem estruturada e o enredo gira em torno de diversos personagens, não apenas nos protagonistas.
O livro pode ser identificado como romance-paranormal-policial, mas tende muito mais para o lado policial do que paranormal. O conflito envolvendo o serial killer do livro é cheio de reviravoltas, com algumas revelações surpreendentes, que você só vai desvendando quando se aproxima do final.
O Rowan é um personagem que arrancará suspiros de muitas leitoras e a Faith, apesar de todos os pesares que enfrenta em sua vida, é uma personagem forte e determinada, mesmo tendo momentos de fraquezas. Os personagens secundários são muito bem trabalhados e, apesar da história não se passar no Brasil e sim nos Estados Unidos, você não sente que o cenário soa falso.
Ela trabalha com diversos núcleos e não se perde. Além disso, Cailley e Tatianna, próximas personagens a receberem suas cartas nos próximos livros, também são muito bem construídas e você já pressente o que pode acontecer nos próximos livros.
Bianca Carvalho, apesar de ser uma autora estreante e publicar seu livro de forma independente, tem um futuro promissor no gênero que escolheu. Senti uma influência forte de Nora Roberts em sua escrita, então quem gosta da autora sem dúvidas gostará do primeiro livro da Trilogia das Cartas. Agora espero ansiosa pelo próximo livro de Bianca.
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Quem somos

Iris e Olívia são profissionais da área de Comunicação e melhores amigas. Apaixonadas por cultura pop, resolveram se unir para reformular o Literalmente Falando.

 

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