Monthly Archives: September 2011

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Autor do Mês: John Boyne

Nascido no dia 30 de abril de 1971, John Boyne é um daqueles autores pelos quais a gente se apaixona. Meu caso de amor com seus livros começou pelo mais famoso, “O Menino do Pijama Listrado“. Logo depois veio “O Garoto no Convés” e John Boyne se tornou, facilmente, um de meus autores favoritos.
Natural de Dublin, na Irlanda, John Boyne já estudou literatura inglesa e escrita criativa. Apaixonado por livros, Boyne trabalhou em uma livraria e começou a escrever romances aos dezenove anos e teve seu primeiro livro publicado aos vinte e nove.
Quando seus dois primeiros livros foram publicados, John ainda trabalhava em livraria. Ele mesmo conta que costumava colocar seus livros em posição de destaque na loja, para que vendessem mais.

Seus livros já foram publicados em quarenta e três línguas. No Brasil quatro de seus romances foram editados pela Companhia das Letras e o último lançamento foi “Noah Foge de Casa“. Além dos livros já citados no post, a Companhia também publicou “O Palácio de Inverno“.

O Menino do Pijama Listrado” e “Noah Foge de Casa” são títulos infantis e John Boyne promete mais um no “estilo” para o ano de 2012. “O Menino do Pijama Listrado” foi escrito para crianças e ele não imaginava que adultos leriam. Em 2008, o livro foi adaptado para as telas do cinema, tornando-se um sucesso – tanto cinematográfico quanto literário.
O autor também ficou marcado pela forma como mescla momentos históricos e ficção. Em entrevistas, ele disse que aprendeu que para um autor escrever sobre algum lugar, deve ir até lá pesquisar. Para escrever “O Menino do Pijama Listrado” ele não visitou Auschwitz (apenas depois de concluir o livro), mas quando escreveu “O Palácio de Inverno”, viajou para a Rússia e mergulhou na história.
Em 2010 o autor visitou o Brasil para a Bienal do Livro de São Paulo. O livro que foi lançado recentemente pela Companhia das Letras é o único título do autor que não está inserido em um contexto histórico. Ele define como uma “espécie de conto de fadas”.

Você Tem Meia Hora – Camila Nascimento Silva

O chick-lit de estreia da carioca Camila Nascimento Silva também é um dos livros de estreia do selo Subtitulo, blog literário que virou braço editorial da editora Oficina de Livros.
Bia é uma aeromoça que mora há um tempo com o namorado, Arthur, a quem ela já considera marido. Pode não haver papel assinado, mas o que conta é o sentimento! Mas Bia não reclamaria nem um pouco se eles se casassem com toda a cerimônia… Porém, ao voltar para casa no Ano Novo, doida para curtir suas férias com Arthur, ela recebe uma triste notícia: ele está indo embora, e depois de tanto tempo, ela está solteira mais uma vez.
Beatriz se afunda em depressão. Procurando ajudar, Mariana, sua melhor amiga desde a infância e companheira de profissão, insiste para que ela se candidate a vaga de emprego que a companhia aérea está abrindo em Londres. Depois de muito hesitar, Bia aceita a sugestão da amiga e se candidata para o emprego, pronta para viver uma temporada na Terra da Rainha, um novo amor e muitas noites londrinas.

O livro tem personagens muito agradáveis, divertidos e retratos da nossa realidade. Não tem como não rir com Olli, completamente sem noção. Mas, ao tentar aproximar o modo de falar do personagem, a autora usa muitas gírias e escreve as palavras de forma diferente para ressaltar como o personagem fala. Algumas vezes isso é legal, mas em outras se torna excessivo e incomoda o leitor. A Bia é completamente doida e neurótica, o Arthur é sem noção demais, o Dyllan é uma graça e a Mariana é um amor de pessoa. Senti falta da autora explorar melhor a Fiona, que tinha potencial para ser uma pedra no sapato na vida da Bia e foi jogada para escanteio.
A escrita de Camila é recheada de cultura pop e referências ao dia-a-dia feminino – tanto brasileiro quanto londrino. A autora não abre mão de citações à lugares e marcas, tornando o livro mais próximo ao leitor. Adorei todas os comentários de Bia a respeito de onde ela passava ou o que fazia no Rio de Janeiro, pois eu conhecia a maioria dos lugares (de frequentar, passar em frente ou de ouvir falar). As citações aos locais londrinos também são legais, porque mesmo que não conheça pessoalmente, já ouviu falar algum dia ou viu os lugares por onde Bia passa em algum filme.
Mas, algumas vezes, esse “excesso” de referências atrapalha a leitura. Senti que em alguns trechos muita coisa poderia ser cortada, para tornar a leitura mais fluida. Existem algumas cenas dispensáveis, que não afetam o desfecho do livro e estão ali para enfeitar e florear. Além desse problema de edição, senti falta de uma revisão mais cuidadosa.
Adorei saber alguns detalhes sobre a aviação e, apesar de Camila não trabalhar como comissária de voo, deu para notar que ela fez uma pesquisa sobre a profissão. Além disso, a forma como Bia designa passageiros é hilária. Acho que o fato da autora ter nascido no Rio mas morar há um tempo em Londres também colaborou para trazer mais veracidade a história.
Apesar desses pequenos pontos negativos, o livro me surpreendeu no final. Ele vai além do que parece e dosa comédia com perda, amizade, amor e relacionamentos familiares. Acho que Camila tem potencial para se consagrar como autora brasileira do gênero! Adorei o livro e posso garantir que o selo Subtítulo acertou em cheio ao apostar nesse livro para ser um dos primeiros lançamentos deles. A capa é linda e passa o clima do livro de uma forma fofíssima. Espero ler em breve os outros dois lançamentos do Subtítulo e desejo uma caminhada de sucesso para essa galera, que saiu da internet para se tornar editora, abrindo portas para outras conquistas dessa blogosfera literária!
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Quem somos

Iris e Olívia são profissionais da área de Comunicação e melhores amigas. Apaixonadas por cultura pop, resolveram se unir para reformular o Literalmente Falando.

 

Converse com elas no @irismfigueiredo e @oliviapilar.

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