Monthly Archives: July 2011

1 2 3 9

Autor do Mês: J.K. Rowling

Só porque ela está LINDA nessa foto!
J.K. Rowling dispensa apresentações. Nada mais justo que ela ser autora do mês no mês e dia de seu aniversário – que também é aniversário de Potter!
Na certidão ela é apenas Joanne Rowling, mas adotou o Kathleen em homenagem a sua avó e também por sugestão de seu editor, que queria que ela abreviasse seu primeiro nome, chamando atenção de leitores masculinos para seu livro (assim como C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien fizeram). J. Rowling não era tão pomposo, então, Joanne se tornou Joanne Kathleen Rowling, ou simplesmente J.K. Rowling – nome que hoje é respeitado em praticamente todo o mundo.
A autora de Harry Potter foi a primeira pessoa a tornar-se bilionária escrevendo livros e abriu espaço para uma geração que descobriu na literatura um novo prazer. Com certeza, 90% dos jovens leitores atuais devem sua paixão pelos livros à J.K. Rowling.
Joanne recebeu a Ordem do Império Britânico, que é dividido em cinco classes. A classe de J.K. é OBE (Officer of British Empire), o que é uma grande honra. Mas surpresa seria se ela não recebesse esse título, não é mesmo? Ela é, sem dúvidas, uma das maiores personalidades britânicas do século.

Em 2006 a Forbes, a mesma revista que a estimou como a primeira pessoa a ficar bilionária escrevendo, também a colocou como a segunda personalidade feminina mais rica do mundo, perdendo só pra Oprah!
Joanne é filha de Peter John Rowling e Anne Volant, que se conheceram na estação King Cross quando embarcavam em uma viagem de trem de Londres para a Escócia. Parece que os trens estavam destinados, desde sempre, a ser parte da vida de J.K. Rowling. Como todo bom fã sabe, foi em uma viagem de trem que Joanne teve a ideia para Harry Potter.
A história de Rowling é enorme, cheia de altos e baixos. Rowling é, sem dúvidas, um exemplo de persistência e superação. Ela recebeu diversas cartas de recusas a Harry Potter, mas ainda assim continuou tentando. Imagine se ela houvesse desistido de cara? O que seria da Geração Harry Potter?
A vida de Rowling é inspiradora. Eu poderia passar o dia inteiro falando sobre ela, mas todos nós a conhecemos como se fosse parte de nossa família. Para quem não conhece a autora tão bem, deixo aqui a primeira parte de um documentário sobre um pouco da vida da escritora que marcou uma geração. Sei que a maioria já viu o vídeo, mas nunca é demais compartilhar. Me emociono toda vez que assisto!

Esse post não é bem um “autor do mês”. É dedicado para a aniversariante do dia, a autora da “geração” e de mutas outras gerações futuras. Feliz aniversário, Joanne. E nós esperamos muito mais vindo de você, não nos deixe abandonados e sem histórias.

Capas: Comida

A coluna dessa semana está deliciosa – literalmente. É difícil vermos capas com alimentos, mas se pararmos para ver, existem aos montes! A seleção dessa semana está aí para mostrar isso. Para conferir mais sobre cada livro, é só clicar na capa. Muitas dessas capas não tem o alimento como ícone principal, mas eles estão ali! Eu sei que vocês vão ficar com água na boca e querer saber mais sobre a história que essas capas escondem.

Depois desse post bateu até uma f
ominha… Acho que vou na cozinha procurar uma comida!

O Capital – Karl Marx (versão mangá)

O Capital é considerada a obra máxima de Karl Marx e um marco no pensamento socialista marxista. A obra original é um conjunto de livros escritos por Karl Marx que criticam o pensamento capitalista. Como é um livro teórico, minha curiosidade estava toda concentrada em como conseguiriam transformar isso em mangá.
Uma pequena história foi criada – de um produtor de queijos que produzia sua mercadoria artesanalmente, mas foi engolido pela ganância e vontade de aumentar seus lucros. Ele parte para a cidade grande e monta uma fábrica de queijos financiada por um empresário que só tem olhos para o lucro.
No meio dessa história, vem a crítica ao capitalismo e a aplicação de algumas teorias marxistas.

Lógico que o mangá não entra em detalhes a respeito dessas teorias marxistas, mas explica “por alto” cada uma delas. Eu acho que a explicação é rápida demais, algumas vezes vem em notas de rodapé que não são tão bem explicadas.
A leitura do mangá não deve nunca substituir a leitura da obra, ainda mais no caso de quem estuda essas teorias. Mas achei ideal para dar uma nova abordagem às aulas de Geografia e História do Ensino Fundamental e Médio, pois muita gente não gosta desse assunto “capitalista” ou “comunista”, mas ao ver uma abordagem leve, pode assimilar melhor o ensino em sala de aula.
Como eu sempre bato nessa tecla por aqui, as escolas deveriam trabalhar melhor os clássicos e as adaptações deveriam ser usadas como aliadas para preparar terreno para as versões originais da obra, aumentando assim o número de leitores por prazer e não por obrigação.

O Silêncio do Túmulo – Arnaldur Indridason

A primeira frase do livro já me prendeu: “Ele soube na hora que era um osso humano, quando o tirou das mãozinhas de um bebê que estava sentado no chão, mastigando-o”. A partir daí, eu já sabia que deveria esperar alguma coisa diferente.
Um esqueleto foi encontrado por acaso em um canteiro de obras. Os ossos são, provavelmente, da época da Segunda Guerra Mundial e, caso tenha havido um crime no local, a maior parte dos envolvidos pode estar morta ou com idade extremamente avançada. Mas o detetive Erlendur não tira a importância do caso por causa disso.
Ao começarem a cavar o terreno onde os ossos estão enterrados, começam a cavar o passado das vítimas e moradores da colina, voltando a um período sombrio e revirando memórias que podem machucar aqueles que ainda estão vivos.
A narrativa de Idridason é de grudar. Você começa pensando: “vou ler algumas páginas” e quando vê já é madrugada e você quer ler mais. O cenário da Islândia é um episódio a parte: nunca havia lido um livro passado no país. Não sei se isso acontece com vocês, mas quando termino um livro, acho que conheço um pouco do lugar onde ele se passa, é como se eu viajasse até lá. Minha primeira viagem a Reykjavik foi de tirar o fôlego.
O livro alterna entre a investigação, a vida pessoal de Erlendur (que tem um destaque menor na trama em relação aos outros acontecimentos) e a uma família que viveu na colina na época da Segunda Guerra – nós acompanhamos os acontecimentos da época. Essa família é essencial para o desfecho do livro e a história deles é de deixar amargurado.
O autor explora temas como violência doméstica e conflitos familiares de uma forma nova. Acho que o maior mérito de Indridason é tentar trabalhar o psicológico dos personagens, pois o desfecho não importa muito, mas sim as atitudes que levaram até ele.
O livro faz parte de uma série e quero muito ler os próximos livros do detetive Erlendur. Recomendadíssimo para quem gosta de policiais e conflitos psicológicos.

Título: O silêncio do túmulo
Autor: Arnaldur Indridason
Tradutor: Álvaro Hattnher
Número de páginas: 320
Preço de catálogo: R$36

1 2 3 9
Quem somos

Iris e Olívia são profissionais da área de Comunicação e melhores amigas. Apaixonadas por cultura pop, resolveram se unir para reformular o Literalmente Falando.

 

Converse com elas no @irismfigueiredo e @oliviapilar.

Vídeos
 
Últimas resenhas
Assine

  Digite seu e-mail no campo abaixo para receber um aviso sempre que houver um novo post no blog!  

  Por FeedBurner

Arquivo
July 2011
S M T W T F S
« Jun   Aug »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  
Publicidade