Daily Archives: 19/03/2011

1984 – George Orwell

1984 é um clássico moderno escrito por George Orwell no ano de 1948. O livro se passa em uma sociedade futurística e discorre sobre assuntos políticos em um cenário distópico, onde todos os passos são vigiados pelo Grande Irmão.
Winston, personagem principal, vive em Oceânia (consulte o mapa no decorrer do post). O território de Oceânia é governado de forma arbitrária pelo Partido. A figura do Grande Irmão é a mais importante. Ele “segue” todos os cidadãos em cartazes espalhados com sua imagem, que parece estar sempre de olho no povo.
Além da Oceânia, existem Eurásia e Lestásia. Esses dois territórios estão em guerra constante contra a Oceânia pela disputa dos territórios “neutros” (consultar mapa). Só que a guerra não é ideológica – é uma disputa de poder e domínio sobre o próprio povo que eles governam.
Organização dos países no romance 1984
Há teletelas espalhadas por todo território da Oceania (território esse que conta com um governo nos moldes de socialismo totalitário). As teletelas são uma espécie de televisão, que ao mesmo tempo que transmitem informações vinte e quatro horas, também são responsáveis por capturar áudio e vídeo de quem passa na frente delas. Assim sendo, todos os seus movimentos são vigiados.
Você deve tomar cuidado com o que pensa: pensamentos contrários ao ideal do Partido também podem ser considerados um crime. E é a partir daí que se desenrola a história.
Em 1984, o passado vive em constante alteração de acordo com o bel prazer do Partido. Todo os dias documentos são alterados, modificando o passado. Não há como saber o que é fato e o que é invenção do partido. Ou se algo na História ainda é verdadeiro. O Partido manipula o passado para controlar o presente e se apossar do futuro. O herói da história trabalha no departamento responsável por essas alterações e a partir daí começa a formar seu pensamento crítico, pois ele não consegue mais saber o que é verdade e mentira e como a todo tempo as coisas mudam e ninguém percebe. Há também uma coisa chamada duplipensamento, mas que se eu for explicar vou gastar mais linhas do que estou disposta.
Duplipensar é uma palavra de um vocabulário próprio desse mundo chamado Novafala. Esse conceito é essencial para quem vive sobre o regime do Partido.
Nesse meio tempo, Winston conhece Julia, alguém que no meio desse mundo controlador parece partilhar com ele as mesmas ideias sobre o Partido. Líder da Liga Juvenil Antissexo, Julia usa o relacionamento sexual como forma de se rebelar contra o Partido. Já que sexo para o Partido não deve envolver prazer, apenas é uma função que você deve cumprir para o Partido como forma de “dever”, reproduzindo-se e criando mais pessoas para servir.
O mundo de 1984 é completamente autoritário e serviu como inspiração para vários autores que resolveram se enveredar por mundos distópicos após ele. É uma história que te deixa sem palavras, carregada de significados. O livro foi escrito no período pós-Segunda Guerra e carrega os medos da sociedade da época de forma exacerbada. Para nós que vivemos uma política diferente, muitas coisas podem parecer não fazer sentido, mas para o período que foi escrito – início da Guerra Fria, ameaça iminente de uma nova Guerra Mundial – era uma resposta ao medo de um povo.
É o tipo de livro que não tenho como falar muito… Um pequeno resumo dele já diz muita coisa, mas é porque o livro é repleto de informações e características que gostaria de ressaltar, mas não posso.
Eu esperava um livro diferente, mas ele superou todas as minhas expectativas pelo peso que o livro carrega. Não é a toa que influenciou diversos escritores – principalmente nessa leva nova onde distópico são os novos vampiros.
Sabe aquele livro que te deixa sem palavras? É esse. Sinto que li na hora certa e com maturidade suficiente para compreende-lo, aproveitando cada linha. Demorei uma semana para lê-lo, li com calma, mas foi uma leitura super cativante. A narrativa de Orwell flui. O meu maior medo era não gostar da narrativa e acabar me decepcionando com a história caso a narrativa fosse rebuscada demais. Mas não, eu consegui acompanhar tudo muito bem.
Não sei muito o que falar embora já tenha dito muito. É um daqueles livros que só consigo pensar: “LEIA! PORQUE NÃO LI ANTES?”. Se você acha que deve, corre agora. Será um investimento gastar mais de quarenta reais e ter esse livro na estante, porque é do tipo de se ler várias vezes. Além do que, é um clássico e uma referência! E se você é da linha de: “Bláh, clássico é um porre”, repense. Vamos por baixo: se você gostou de “Destino”, “Jogos Vorazes”, “Feios” e etc, esse livro é pra você. Agora corre e vai ler.

Agora minhas próximas metas são: Admirável Mundo Novo (comecei a ler e parei, não lembro porque), Fahrenheit 451 (culpa da Trash), Laranja Mecânica (livro preferido de um amigo meu. Comecei a ler e parei por causa das gírias complicadas, mas quero muito voltar a ler) e Neuromancer (depois do super resumo do meu professor de Com. e Novas Tecnologias, quero pra ONTEM).
Se quer saber mais coisas sobre o livro, tem ESSE SITE sobre ele para esclarecer algumas dúvidas e dar spoiler a quem não leu.

Já que não consigo falar mais (embora tenha muito a falar), fico por aqui! Está faltando muita coisa… Tenho tanto a comentar mas não consigo pensar em tudo, então, se for falar, passarei a vida escrevendo essa resenha.
Se você é de Niterói ou São Gonçalo, amanhã vou falar sobre esse livro no pátio do Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Clica aqui pra saber mais e aparece lá pra discutir com a gente!

Nota

Quem somos

Iris e Olívia são profissionais da área de Comunicação e melhores amigas. Apaixonadas por cultura pop, resolveram se unir para reformular o Literalmente Falando.

 

Converse com elas no @irismfigueiredo e @oliviapilar.

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