Daily Archives: 16/12/2010

Leituras de Férias: Clássicos

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É verão e as férias estão chegando para quase todo mundo… Então, se você não tem para onde viajar, é hora de por as leituras em dia e relaxar em algum cantinho da sua casa na companhia de um bom livro!
Nas férias de julho fiz um post de dicas com leituras de férias nacionais e internacionais, lembram? Agora eu resolvi fazer de novo, mas vamos por partes… Muita gente reclama que não falo de outros estilos literários aqui no blog e que nunca comento sobre clássicos… Bem, eu já disse diversas vezes que comentar sobre clássicos é algo complexo demais para minha cabeça, pois acho que as análises deles demandam tempo e reflexões que não me julgo capaz de fazer. Comento YA porque é divertido e simples, mas para comentar clássicos acho que preciso de mais “cacife”. O que não impede de indicar meus preferidos… Então, fiz esse post para indicar alguns clássicos que gosto para lerem nas férias. Durante as férias trarei outras indicações, mas o tema de hoje serão os clássicos!

Auto da Barca do Inferno – Gil Vicente
Antes de fazer cara feia porque o autor escreveu o livro lá pelas bandas de 1.500, dê uma chance a ele. Gil Vicente escrevia peças que eram encenadas em praças públicas, sempre fazendo sátiras com os portugueses. Dele também recomendo “A Farsa de Inês Pereira” e “Auto da Índia” – o segundo, aliás, eu adaptei no meu primeiro ano para uma “peça” escolar.
A história é genial e uma crítica à sociedade portuguesa da época. Ele não poupa nem o padre, nem os ricos e nem os pobres. Uma barca que pode te levar para o inferno e o julgamento que você tem de ouvir do Diabo ou do Anjo. Tirando o português que é muito arcaico (além do mais, há citações até em latim), juro que se você se esforçar dá para levar o livro em um ritmo bem legal (li em uma semana e meia, é pequeno mas é difícil) e no fim das contas você vai acabar notando o quanto tem de parecido com nossa sociedade hoje.
A Volta Ao Mundo em 80 Dias – Julio Verne
Esse foi um livro que peguei com meu amigo e nunca devolvi – ele também nunca cobrou e nunca foi muito fã de livros na verdade… Melhor um livro do Verne na casa de quem ama o Verne, não? Sou apaixonada pelo Julio Verne pela sua mente inovadora e pela forma como ele “previu” muita coisa que aconteceu – como em Vinte Mil Léguas Submarinas, por exemplo. É um dos precursores do gênero de ficção científica.
Para a época era impossível alguém dar a volta ao mundo em um período tão curto… E a história não é densa nem nada do tipo, é super leve para um clássico. E além do mais, é sempre bom ter acesso a histórias que nos transportam para diversas partes do mundo! Ainda mais em uma época tão diferente da nossa… O mais curioso é que Julio Verne nunca deixou a França.
O Cortiço – Aluísio Azevedo
Na minha escola sempre montamos peças em cima dos livros clássicos que líamos mas as transportávamos para o período atual. Ao ver uma peça de outra turma a respeito desse livro foi que meu interesse pela história surgiu. E não poderia ter sido melhor!
O diferencial desse livro é que o personagem principal é o próprio Cortiço, palco onde histórias diversas se encontram, com personagens diferenciados e extremamente populares. Todo mundo que leu na época não reclamou de ler – e olha que todo mundo faz cara feia para clássicos nacionais na escola, mas nesse caso foi bem diferente. Além disso, os personagens são um caso a parte… Mas como disse, não sou nenhuma crítica literária renomada para me aprofundar na “análise” de “O Cortiço”… Bem que eu gostaria, já que é um de meus clássicos favoritos.
Crime e Castigo – Fiódor Dostoiévsk
Li esse livro esse ano e com certeza foi uma leitura marcante. Não comentei no blog, pois como já disse antes e não me canso de repetir, não tenho capacidade de comentar um livro tão bom quanto esse. Ainda mais que minha edição é aquela linda da Abril de capa dura dividido em dois volumes… Mas vamos ao livro!
Raskólnikov cometeu um crime: matou duas velhas com um machado. A história vai se desenrolando e abrindo um leque dentro do psicológico do personagem, levando o leitor a descobrir os motivos que o levaram a cometer o crime. De alguma forma, eu achei o livro alucinante. Eu acho um dos livros mais fantásticos que já li, uma viagem perturbadora pela mente humana e os becos da Rússia… E de algum modo, mesmo com a narrativa mais pesada e parágrafos gigantes, não tem como não virar a página com esse livro. Recomendo muito!

Cinco Minutos – José de Alencar

Li esse livro há muito tempo, mas de alguma forma ele ainda ocu
pa um lugar entre meus preferidos entre todas as leituras que já fiz na vida, mesmo sendo uma espécie de “borrão” na minha mente em algumas partes. É um clássico para ler rápido e de um dos melhores romancistas nacionais (oi, eu babo José de Alencar mesmo!).
Imagine a cena: um homem perde a condução por cinco minutos e quando entra acaba se sentando ao lado de uma mulher que usa um véu. A safadinha permite que ele segure a mão dela e dê um beijo no ombro dela (como assim? Você estava no século dezessete!), e depois o cara fica correndo feito louco atrás dela. Mas ela não quer ser descoberta. E então, algumas coisas acontecem e ele acaba correndo de fato atrás de seu grande amor.
É uma das histórias mais românticas que já li e por um bom tempo fiquei sonhando que alguém perdesse a hora do ônibus e eu encontrasse um amor assim. Não que eu permita que estranhos peguem na minha mão e beijem meu ombro no ônibus, é claro…

O Cão dos Baskerville – Arthur Conan Doyle

Sou uma mega fã de Sir Arthur Conan Doyle e seu fantástico personagem Sherlock Holmes e seu fiel Watson, e essa é uma de minhas histórias preferidas do autor. Ainda mais que adoro ficar lendo histórias policiais e descobrir o que de fato aconteceu (quando é bom de verdade, tipo os livros do Sherlock, eu faço até anotações).
O caso que Holmes e seu assistente são chamados para investigar nesse livro envolvem a morte de Charles Baskerville e uma antiga maldição de família, além de um cão fantasmagórico.
Além desse, outro que gosto muito é “O Vale do Terror”, que se não me engano foi a última história de Sherlock que Doyle escreveu.

Esses foram alguns dos clássicos que indico para que leiam nas férias… Para quem acha que eu não leio livros mais sérios… Essa é a lista com alguns dos meus preferidos, e assim como em todos os “gêneros” tem outros clássicos que amo e os que abomino.
Acho clássicos essenciais para amadurecimento como leitor e escritor, mas para mim ler dois ou três por ano basta (esse ano li Crime e Castigo e David Copperfield – se você considerar “O Diário de Anne Frank” clássico também o li). Como eu digo sempre, clássico é um livro mais demorado para ler, além de ter muitas reflexões a serem feitas em cima deles. Então, eu me encho de YA, alguns policiais, vários romances melosos e também alguns clássicos. Meu repertório é bem variado, mesmo que frequentemente dê preferência para um gênero. Afinal, YA é bem mais tranquilo, divertido e rápido.
Também recomendo “O Tronco do Ipê” de José de Alencar, que ainda não li, mas está na minha lista para ser lido em 2011. É o livro preferido do meu pai e eu não duvido que deva ser muito bom (aliás, esses dias descobri que meu pai passou minha frente e leu Sandman do Neil Gaiman! Danado…).
Espero que gostem e a próxima lista deve sair ainda essa semana.

PS: Esse post foi uma enxurrada de capas feias da Martin Claret! Ainda bem que as minhas edições dos respectivos livros não são com essas capas.

Meu nome é Iris Figueiredo, tenho 21 anos e me formei em Comunicação Social pela UFRJ. Sou autora dos livros Confissões On-Line e Dividindo Mel. Além dos livros, também sou apaixonada por músicas, filmes e viagens. Esse é um espaço criado para compartilhar um pouco sobre tudo isso. Saiba mais.


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Confissões on-line

"Confissões on-line" é meu segundo livro e foi lançado em novembro de 2013. Saiba mais

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"Dividindo Mel" é meu primeiro livro e foi lançado em dezembro de 2011. Saiba mais
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